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É hora de nos prepararmos para Brexit sem acordo comercial, diz premiê

Segundo Boris Johnson, UE se recusou a negociar

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Foto: Reuters/John Sibley/Direitos Reservados
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta sexta-feira (16) que é hora de o país se preparar para um Brexit sem acordo comercial, já que a União Europeia (UE) se recusou a negociar a sério, e que não haverá um pacto a menos que Bruxelas mude de rumo.

Uma conturbada conclusão sem acordo para a crise da separação britânica do bloco, que já dura cinco anos, semearia o caos nas frágeis cadeias de suprimento que se estendem pelo Reino Unido, a UE e além disso, no momento em que o impacto econômico da pandemia do novo coronavírus se agrava.

Ontem, no que deveria ter sido a “cúpula do Brexit”, a UE deu um ultimato, dizendo que está preocupada com a falta de progresso, e conclamou o Reino Unido a ceder nos principais obstáculos ou ver uma ruptura de laços com o bloco a partir de 1º de janeiro.

“Concluí que deveríamos nos preparar para 1º de janeiro com arranjos que são mais parecidos com os da Austrália, baseados nos princípios simples do livre comércio global”, disse Johnson.

“A menos que haja uma mudança fundamental de abordagem, iremos com a solução australiana. E deveríamos fazê-lo com muita confiança”.

“Está ficando claro que a UE não quer fechar o tipo de acordo do Canadá que pedimos originalmente. Parece curioso que, depois de 45 anos de nossa filiação, eles possam oferecer ao Canadá termos que não querem nos oferecer”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 16/10/2020 – 09:33 Por Guy Faulconbridge e William James* – Repórteres da Reuters – Londres
Reportagem adicional de Michael Holden, Kate Holton, Gabriela Baczynska e John Chalmers

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Lava Jato: Polícia Federal cumpre mandados por fraudes na Petrobras

Seis agentes públicos participavam do esquema ilegal

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Policiais federais cumprem hoje (20) sete mandados de busca e apreensão na 77ª fase da operação Lava Jato, no Rio de Janeiro e em Niterói. Chamada de operação Sem Limites IV, a ação investiga fraudes na gerência executiva de marketing e comercialização da antiga diretoria de abastecimento da Petrobras.

Segundo informações da Polícia Federal (PF), as fraudes ocorriam em negociações de óleos combustíveis e derivados de petróleo entre a empresa brasileira e companhias estrangeiras.

Ainda segundo a PF, um funcionário da Petrobras gerava artificialmente demandas que justificassem novas operações de compra e venda desses produtos. Nessas negociações, eram pagas comissões a intermediários envolvidos, que repassavam aos funcionários da Petrobras por meio de propinas.

As investigações são um desdobramento de colaborações premiadas de investigados na 57ª fase da Lava Jato, desencadeada em dezembro de 2018. Pelo menos seis novos agentes públicos foram identificados como participantes do esquema ilegal.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 20/10/2020 – 07:53 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
Edição: Kleber Sampaio

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ONU pede à Armênia e ao Azerbaijão que respeitem cessar-fogo

Acordo deveria ter entrado em vigor no domingo (18)

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Foto: Reprodução/Reuters/Direitos Reservados
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Os países-membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram à Armênia e ao Azerbaijão que respeitem o cessar-fogo, previsto para entrar em vigor no domingo (18), na região de Nagorno-Karabakh.

Numa reunião a portas fechadas na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o Conselho de Segurança analisou a situação do pequeno território montanhoso, onde o reinício dos combates, em 27 de setembro, já deixou centenas de vítimas.

No encontro, organizado a pedido da França, da Rússia e dos Estados Unidos, os 15 países-membros do conselho juntaram-se ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, para que a trégua seja respeitada.

No sábado 17), Guterres condenou os ataques contra a população de Nagorno-Karabakh, em violação da trégua humanitária, acertada no mesmo dia.

“Todas as intervenções dizem a mesma coisa: a situação é má, e as duas partes devem parar e levar em conta os apelos do secretário-geral para um cessar-fogo”, afirmaram vários diplomatas.

A Rússia, que ocupa atualmente a presidência rotativa do conselho, trabalha em uma declaração nesse sentido, acrescentaram.

O texto, cujo conteúdo deverá ser aprovado esta semana pelos países-membros, vai também recomendar à Armênia e ao Azerbaijão que retomem as negociações sob a intermediação do grupo de Minsk, codirigido pela França, Rússia e os Estados Unidos.

Origem do conflito

A região de Nagorno-Karabakh, cuja população é maioritariamente armênia cristã, separou-se do Azerbaijão, muçulmano xiita turcófono, pouco antes da dissolução da antiga União Soviética, em 1991.

A secessão desencadeou uma guerra que causou 30 mil mortos. Em 1994, entrou em vigor um cessar-fogo, marcado por vários conflitos esporádicos, até 27 de setembro passado.

A “trégua humanitária”, que deveria ter entrado em vigor no domingo (18) foi ignorada pelos dois lados, com acusações mútuas sobre novos ataques na segunda-feira. Um primeiro cessar-fogo negociado por Moscou para 10 de outubro nunca foi respeitado.

A ONU adotou quatro resoluções sobre esse conflito no início dos anos 90. Os combates atuais, os mais violentos desde 2016, já entraram na quarta semana.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 20/10/2020 – 07:53 Por RTP – Nova York

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Guedes diz que recuo na economia será menor que o esperado

Para o ministro, a atividade econômica está em recuperação no país

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Foto: Alan Santos/PR
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (19) que a economia brasileira está em recuperação e o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano será menor do que o esperado inicialmente.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. “A previsão inicial do FMI [Fundo Monetário Internacional] e outras instituições financeiras era que o PIB brasileiro cairia quase 10%, ou mais e nós revisamos para 5% a 5,5%, metade da estimativa inicial. Mas pensamos que vai ser muito menos do que isso: 4% de queda”, afirmou o ministro em vídeo gravado e transmitido em reunião virtual da Cúpula da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Hoje, (19), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, também sinalizou que espera por uma queda menor da economia brasileira neste ano, ao participar de uma conferência organizada pelo Milken Institute. Segundo ele, o recuo deve ficar em torno de 4,5%, em 2020.

Segundo Campos Neto, o Brasil foi o país que mais gastou para enfrentar a pandemia da covid-19, entre os emergentes. Mas também é o país que teve queda menor na economia e recuperação “mais forte”. Ele destacou que agora o Brasil precisa resgatar a credibilidade em relação à sustentabilidade das contas públicas, com disciplina fiscal e continuidade das reformas na economia.

Em setembro, quando a última estimativa foi divulgada, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a projeção para a queda da economia, neste ano, em 4,7%.

A última estimativa do BC, também divulgada em setembro, previa queda do PIB de 5%, neste ano.

Em pesquisa do BC ao mercado financeiro divulgada hoje, a previsão de bancos é que ao PIB terá retração de 5% em 2020.

Investimentos e teto dos gastos

O ministro afirmou ainda que é preciso transformar “a onda de consumo” estimulada pelo auxílio emergencial, que sustentou as pessoas mais vulneráveis na crise gerada pela pandemia da covid-19, em um “bom de investimentos”.

Segundo o ministro, o governo manterá a agenda de reformas e quer abrir a fronteira de investimentos, com mudanças em marcos regulatórios, mais concessões e privatizações. Ele citou a aprovação do marco do saneamento pelo Congresso Nacional e lembrou de outras propostas como do gás natural.

Guedes defendeu ainda o teto de gastos para controlar as contas públicas. De acordo com o ministro, enquanto a classe política não tiver controle sobre o orçamento, por conta das indexações que existem atualmente, não será possível eliminar o teto de gastos. “Se desindexarmos o orçamento, se fizermos desobrigação, desvincularmos todos esses gastos e a classe política tomar controle do orçamento novamente, como em qualquer outro país, poderíamos nos dar ao luxo de liberar esse teto”, disse.

O ministro acrescentou que a manutenção do teto é uma “grande luta”. “Em alguns momentos há até luta interna, fogo amigo, pessoas aqui que querem gastar dinheiro e mandam sinais mistos para o mercado, isso é muito ruim”, disse. Guedes destacou que o presidente Jair Bolsonaro tem dado apoio para a manutenção do teto dos gastos.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 19/10/2020 – 13:05 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Edição: Valéria Aguiar

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