Conecte-se conosco

Brasil & Mundo

Estudantes brasileiros melhoram desempenho em matemática

Resultados não foram tão bons em língua portuguesa

Publicado

em

Foto: 07.07.2016/Gabriel Jabur/Agência Brasília
header ads

Os estudantes brasileiros melhoraram o desempenho em matemática em todas as etapas de ensino, de acordo com os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica 2019, a maior avaliação educacional do país, divulgados hoje (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os resultados, no entanto, não foram tão bons em língua portuguesa. Após avanços desde 2003, o 5º ano do ensino fundamental ficou estagnado entre 2017 e 2019.

Em matemática, o maior avanço foi no ensino médio. As notas médias dos estudantes passaram de 270, em 2017, para 277 no ano passado. O avanço foi suficiente para tirar o ensino médio do Brasil do nível 2 de proficiência e colocá-lo no nível 3, em uma escala que vai até 10. No nível 3, é esperado, por exemplo, que estudantes consigam resolver problemas utilizando operações fundamentais com números naturais, ou seja, subtrair, somar, dividir e multiplicar para resolver problemas.

Nas edições anteriores da avaliação, em 2013 e 2015, o desempenho desses estudantes caiu. Em 2017, começou a subir e, em 2019, teve a maior alta dos últimos anos, igualando-se ao avanço entre 1995 e 1997.

No 5º ano do ensino fundamental, o avanço foi menor. Em média, os estudantes passaram de um desempenho de 224 para 228. O aumento, entretanto, também foi suficiente para que o país avançasse do nível 4 para o nível 5 de proficiência, em uma escala que vai até 10. Isso quer dizer que os estudantes são capazes, por exemplo, de converter mais de uma hora inteira em minutos ou converter uma quantia dada em moedas de 5, 25 e 50 centavos e 1 real em cédulas de real, que são habilidades esperadas no nível 5.

No 9º ano do ensino fundamental, o desempenho médio dos estudantes passou de 258 para 263. A etapa segue no nível 3 de 9 níveis de proficiência.

Apesar dos avanços, o país ainda tem uma baixa porcentagem de estudantes nos níveis mais altos de proficiência em matemática. Ao terminar o ensino médio e deixar a escola, menos de 5% dos estudantes do país atingem proficiências 7 ou maior em matemática.

Entre os estados, a diferença da proficiência média do Amazonas, que é a mais baixa, e a do Espírito Santo, que é a mais alta, é de 51,8 pontos. Isso significa pelo menos uma diferença de quase três anos de aprendizagem entre os estudantes desses dois estados, uma vez que um ano de aprendizagem equivale, segundo pesquisadores, de 12 a 18 pontos no Saeb.

Língua portuguesa estagnada
O Saeb mede também o desempenho dos estudantes em língua portuguesa. Os resultados mostraram que após uma sucessão de altas, desde 2003, em média, os estudantes do 5º ano do ensino fundamental ficaram estagnados, obtiveram a mesma nota 215, em 2017 e 2019. Isso os coloca no nível 4 de 9 de proficiência. No 9º ano do ensino fundamental, o desempenho médio passou de 258 para 260, mantendo os estudantes no nível 4 de 8 níveis.

O ensino médio teve, também em língua portuguesa, o maior avanço, passando de 268 para 278. O aumento no desempenho faz com que, em média, o Brasil passe do nível 2 para o nível 3 de proficiência, de um total de 8 níveis. Ainda assim, isso significa que, no geral, os brasileiros deixam a escola sem saber, por exemplo, identificar ironia em poemas e artigos ou reconhecer a finalidade de reportagens, resenhas e artigos, ambas habilidades esperada no nível 7.

O Saeb é aplicado a cada dois anos, em escolas públicas e privadas. Participaram da edição de 2019 mais de 5,6 milhões de estudantes de mais de 72 mil escolas em todas as unidades da federação.

Os resultados de aprendizagem dos estudantes, apurados no Saeb, juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas por meio do censo escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o principal indicador de qualidade da educação brasileira.

Os resultados do Ideb também foram divulgados nesta terça-feira.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 15/09/2020 – 17:35 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
Edição: Fernando Fraga

--Publicidade--
Clique para comentar

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Brasil & Mundo

Intenção de consumo das famílias volta a crescer após cinco quedas

O índice subiu 67,6 pontos, diz CNC

Publicado

em

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
header ads

A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aumentou 1,3% em setembro, após cinco quedas consecutivas, e subiu a 67,6 pontos.

Mesmo com a alta, o índice registrou o pior desempenho para um mês de setembro desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. Além disso, no comparativo anual, houve recuo de 26,9% – a sexta retração seguida nesta base comparativa. O indicador está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a flexibilização do funcionamento dos estabelecimentos comerciais tem ajudado na recuperação do consumo dos brasileiros. “As famílias têm se revelado mais satisfeitas diante das novas regras de abertura do comércio, mesmo que o momento atual ainda exija cautela”, disse, em nota, Tadros.

Retração de renda

O único indicador relativo ao momento atual que apresentou retração foi o relacionado à renda (-1,1%). O item acumulou a sexta queda seguida e caiu a 76,5 pontos – o menor patamar da série histórica.

“A renda continua sendo um fator sensível para as famílias, mesmo tendo melhora nas percepções em relação ao mercado de trabalho, que se tornaram menos negativas”, afirmou Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo.

O subíndice que mede a satisfação dos consumidores com relação ao emprego voltou a registrar crescimento (+0,3%), após cinco quedas seguidas, e fechou o mês como o item de pontuação mais elevada (85,7 pontos).

Em relação às condições de consumo, o subíndice consumo atual voltou a apresentar crescimento (+1,6%), após cinco quedas consecutivas, chegando a 50,7 pontos. O item acesso ao crédito seguiu o mesmo caminho, registrando aumento mensal de 0,8% – depois de quatro recuos seguidos – e atingindo 81,1 pontos.

Com relação à perspectiva de consumo, houve leve retração mensal (-0,1%), o que, segundo Catarina, “mostra que, apesar da melhora na percepção de consumo atual, as famílias continuam seletivas com sua renda”.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 25/09/2020 – 12:10 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro
Edição: Valéria Aguiar

Continue lendo

Brasil & Mundo

Premiê do Japão dirá à ONU que quer realizar Olimpíada em 2021

Jogos estavam marcados para este ano mas foram adiados por um ano

Publicado

em

Foto: Reprodução/Reuters/Toru Hanai
header ads

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, deve dizer à Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta sexta-feira (25) que seu país está determinado a realizar em 2021 a Olimpíada de Tóquio, adiada devido à pandemia de coronavírus, como mostrou o esboço de um discurso.

Os jogos foram marcados originalmente para o verão no Hemisfério Norte deste ano, mas em março o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo japonês o postergaram em um ano.

“No verão do ano que vem, o Japão está determinado a sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio como prova de que a humanidade derrotou a pandemia”, dirá Suga em uma mensagem gravada, de acordo com o esboço disponibilizado pelo Ministério das Relações Exteriores.

“Continuarei a não poupar esforços para acolhê-los em jogos seguros e protegidos”, dirá o premiê ao estrear na Organização das Nações (ONU) como novo líder japonês.

Suga se tornou primeiro-ministro neste mês depois que Shinzo Abe renunciou devido a problemas de saúde.

Suga também dirá à Assembleia da ONU que está disposto a se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, sem quaisquer precondições para resolver a questão já antiga dos cidadãos japoneses sequestrados pela Coreia do Norte décadas atrás, reiterando a postura de seu antecessor.

“Estabelecer um relacionamento construtivo entre o Japão e a Coreia do Norte servirá não somente aos interesses dos dois lados, mas também contribuirá enormemente para a paz e a estabilidade regionais”, dirá ele.

Na mensagem de vídeo, Suga ainda dirá à reunião que o Japão trabalhará para garantir um acesso igualitário a tratamentos e vacinas contra o coronavírus para pessoas de nações em desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 25/09/2020 – 16:22 Por Kiyoshi Takenaka – Reuters – Tóquio

Continue lendo

Brasil & Mundo

Pedidos de seguro-desemprego caem 9,3% na primeira metade de setembro

No acumulado do ano, total de requerimentos sobe 6,7%

Publicado

em

Foto: MARCELLO CASAL JR
header ads

Depois de dispararem nos últimos meses por causa da pandemia do novo coronavírus, os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada continuam a cair. Nos 15 primeiros dias do mês, o total de pedidos recuou 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Desde o início de junho, o indicador está em queda. Na primeira metade de setembro, 218.679 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 241.102 pedidos registrados nos mesmos dias de 2019. Ao todo, 62,9% dos benefícios foram pedidos pela internet na primeira quinzena do mês, contra apenas 2,8% no mesmo período de 2019.

O levantamento foi divulgado hoje (24) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.

Acumulado

Apesar da queda na primeira quinzena de setembro, os pedidos de seguro-desemprego continuam em alta no acumulado do ano, tendo somado 5.203.736, de 2 janeiro a 15 de setembro de 2020. O total representa aumento de 6,7% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que foi de 4.876.556.

No acumulado do ano, 55,9% dos requerimentos de seguro-desemprego (2.909.114) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 44,1% dos benefícios (2.294.622) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,4% dos requerimentos (4.796.231) tinham sido feitos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,6% (80.325) tinha sido solicitado pela internet.

Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores aguardaram a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.

Perfil

Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de setembro, a maioria é do sexo masculino (59,9%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (33,4%) e, quanto à escolaridade, 59,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, os serviços representaram 43% dos requerimentos, seguido pelo comércio (26,3%), pela indústria (14,9%) e pela construção (9,6%).

Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (65.358), Minas Gerais (24.129) e Rio de Janeiro (17.420) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (96,4%), Sergipe (87,1%) e Tocantins (85,7%)

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 24/09/2020 – 16:26 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Edição: Lílian Beraldo

Continue lendo

Destaques