Conecte-se conosco

Brasil & Mundo

Fed mantém juros nos Estados Unidos próximos de zero

Comitê espera manter essa faixa até melhora da economia

Publicado

em

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
header ads

O Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, repetiu nesta quarta-feira a promessa de usar sua “gama completa de ferramentas” para sustentar a economia dos Estados Unidos e de manter os juros próximos a zero pelo tempo necessário para a economia se recuperar das consequências do surto de coronavírus, afirmando que a trajetória da atividade dependerá do curso do vírus.

“Após fortes quedas, a atividade econômica e o emprego aceleraram um pouco nos últimos meses, mas permanecem bem abaixo de seus níveis do começo do ano”, disseram autoridades do banco central norte-americano em comunicado ao final de sua reunião de política monetária, realizada por videoconferência.

Todos os membros do comitê de política monetária do Fed votaram por deixar a meta da taxa de juros de curto prazo entre zero e 0,25%, intervalo em que está desde 15 de março, momento em que o novo coronavírus estava começando a atingir o país.

“O comitê espera manter essa faixa até estar confiante de que a economia resistiu a eventos recentes e de que está no caminho de cumprir seus objetivos de emprego máximo e estabilidade de preços”, afirmou o comunicado. “A trajetória da economia dependerá significativamente do curso do vírus.”

A expectativa era de que as autoridades do Fed passassem parte de sua reunião debatendo se fortaleceriam a chamada orientação futura e como o fariam, talvez prometendo que não haveria alterações nos juros até que as taxas de desemprego e inflação atendam a critérios explícitos.

O comunicado não deu nenhuma pista de tal mudança, que muitos analistas esperam que não aconteça até a reunião de política monetária de setembro.

O Fed também disse que continuará comprando pelo menos 120 bilhões de dólares em treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) e títulos lastreados em hipotecas todos os meses para estabilizar os mercados financeiros.

O Fed renovou sua promessa de juros baixos um dia antes da divulgação de relatório do governo que deve mostrar tombo recorde de 34% na produção econômica, em dado anualizado, no segundo trimestre, quando autoridades adotaram restrições que fecharam empresas e mantiveram pessoas isoladas em tentativa de conter a disseminação do coronavírus.

Os membros do Fed esperavam que essas medidas ajudassem a conter o vírus, permitindo que a economia se recuperasse rapidamente, mesmo temendo a possibilidade de que as infecções pudessem ressurgir e prejudicar a recuperação econômica.

Desde a última reunião de política monetária em junho, a epidemia se intensificou, com uma média de cerca de 65 mil novos casos detectados diariamente, cerca de três vezes o ritmo de infecções de meados de junho.

As mortes também estão aumentando, e tudo isso levou governadores da Califórnia à Flórida a impor novas restrições econômicas.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 29/07/2020 – 16:34 Por Ann Saphir e Howard Schneider – Washington

--Publicidade--
Clique para comentar

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Brasil & Mundo

Dólar fecha em queda de 0,57% depois de encostar em R$ 5,40

Bolsa de valores caiu 1,57% em dia de volatilidade

Publicado

em

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo
header ads

Num dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar recuou 0,57% depois de operar em alta durante boa parte da sessão e encostar em R$ 5,40. A bolsa de valores chegou a subiu durante a manhã, mas reverteu o movimento e encerrou com queda.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,03 (-0,57%). Durante a manhã, a divisa operou em alta, atingindo R$ 5,38 na máxima do dia, por volta das 10h. A cotação alternou altas e baixas em seguida, até encerrar na mínima do dia.

No mercado de ações, o dia foi marcado pelas oscilações. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou a terça-feira aos 103.011 pontos, com recuo de 1,57%. No pior momento, por volta das 13h10, chegou a 100.004 pontos.

Exterior

As negociações foram influenciadas pelo mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou em alta de 0,62% após sessão instável. O mercado contrabalançou o aumento de tensão nas relações entre Estados Unidos e China, envolvendo o aplicativo TikTok e expectativas de novos estímulos econômicos.

Copom

No Brasil, o mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a política monetária, cuja reunião começou hoje e acaba amanhã (5). Os analistas preveem corte de 0,25 ponto percentual, com redução da taxa Selic (juros básicos da economia) para 2% ao ano, o menor nível da história.

Um eventual fim dos cortes nos juros básicos ajudaria a conter a queda dos retornos da renda fixa brasileira (que atualmente oferece taxas mais baixas do que as de outros mercados emergentes), dando algum suporte a expectativas de retorno de ingresso de dólares para investimentos em carteira –o que elevaria a oferta de moeda no mercado doméstico e poderia baixar o preço do dólar.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 04/08/2020 – 18:46 Por Agência Brasil* – Brasília
* Com informações da Reuters
Edição: Wellton Máximo

Continue lendo

Brasil & Mundo

Itamaraty acompanha situação de brasileiros em Beirute após explosão

Autoridades locais confirmam mais de 50 mortos e milhares de feridos

Publicado

em

Foto: REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados
header ads

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitiu nota oficial nesta terça-feira (4) em que manifesta solidariedade ao povo e ao governo do Líbano após uma grande explosão ter ocorrido em um armazém na região portuária de Beirute, capital do país, que fica no Oriente Médio, à beira do Mar Mediterrâneo. Autoridades locais apontam mais de 50 mortos e milhares de feridos, mas esse número deve crescer nas próximas horas.

De acordo com o Itamaraty, “não há, até o momento, notícia de cidadãos brasileiros mortos ou gravemente feridos”. A pasta acompanha a situação por meio da embaixada brasileira no país, cuja sede fica a cerca de 8 quilômetros da zona onde ocorreu a explosão. Também foram disponibilizados números de telefone e e-mail para contato com a assistência consular no país e também em Brasília.

Depois da explosão, a Marinha do Brasil informou que os militares que compõem a Força Tarefa Marítima da corporação, em Beirute, estão bem e não foram atingidos explosão.

Local da explosão em Beirute- Foto: REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

Confira a íntegra da nota do governo brasileiro:

“O governo brasileiro solidariza-se com o povo e o governo do Líbano pelas vítimas fatais e pelos feridos atingidos pelas graves explosões que tiveram lugar hoje no porto de Beirute.

O Ministério das Relações Exteriores acompanha com atenção os acontecimentos na cidade e está pronto para prestar a assistência consular cabível. Não há, até o momento, notícia de cidadãos brasileiros mortos ou gravemente feridos.

O Itamaraty seguirá acompanhando a situação por meio da Embaixada do Brasil em Beirute, em coordenação com a Divisão de Assistência Consular (DAC) em Brasília.

O telefone de plantão consular da Embaixada do Brasil em Beirute está disponível para informações sobre a situação dos brasileiros no Líbano pelo número +961 70108374. O núcleo de assistência a brasileiros do MRE em Brasília também está à disposição para informações, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, pelos telefones +55 61 2030 8820/6756/6753 e pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br. Nos demais horários, poderá ser contatado o telefone do plantão consular da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Itamaraty pelo número +55 61 98197-2284.”

Premiê do Líbano

Fumaça saindo do local da explosão – Foto: REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

O primeiro ministro do Líbano, Hassan Diab, disse que os responsáveis pela explosão no “armazém perigoso”, que abalou vários pontos da capital libanesa, vão pagar ou preço.

“Eu prometo a você que essa catástrofe não passará sem responsabilidade”, disse ele em um discurso na televisão.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 04/08/2020 – 18:50 Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil* – Brasília
Atualizado em 04/08/2020 – 19:07
*Contém informações da Reuters.
Edição: Aline Leal

Continue lendo

Brasil & Mundo

Metade das mulheres passou a cuidar de alguém na pandemia

Dados são das organizações Gênero e Número e Sempreviva

Publicado

em

Foto: Reprodução/Arquivo/Agência Brasil
header ads

Metade das mulheres brasileiras passou a cuidar de alguém na pandemia. A conclusão é de pesquisa que analisou os impactos da disseminação do novo coronavírus (covid-19) tendo como foco as mudanças no trabalho e na inserção econômica das brasileiras. Entre as mulheres do campo, o índice das que passaram a cuidar de alguém sobe para 62%. Entre as negras o percentual é de 52%, enquanto entre as brancas ficou em 46%.

O estudo, realizado pelas organizações Gênero e Número e Sempreviva Organização Feminista (SOF), identificou variações nesse fenômeno.

“O cuidado está no centro da sustentabilidade da vida. Não há a possibilidade de discutir o mundo pós-pandemia sem levar em consideração o quanto isso se tornou evidente nesse momento de crise global. Trata-se de uma dimensão da vida que não pode ser regida pelas dinâmicas sociais pautadas no acúmulo de renda e de privilégios”, defendem as autoras do estudo.

Para 72% das ouvidas, aumentou a necessidade de monitoramento e companhia. É o caso de quem possui demanda de cuidar de crianças, idosos ou pessoas com deficiência. O texto alerta que essa é uma dimensão do cuidado que muitas vezes fica inviabilizada por não se tratar de uma atividade específica, mas ocorre em paralelo às outras ocupações das mulheres, como o trabalho.

“Entre as ouvidas, 35% disseram serem as responsáveis exclusivas pelo trabalho de suas casas. A maioria diz que a divisão permaneceu a mesma ou foi reduzida. Para as mulheres, a sobreposição do cuidado, trabalho doméstico e atividade remunerada, bem como das preocupações associadas a esses, marca muito mais do que quem está trabalhando, mas se dedicando aos seus projetos”, disse Tica Moreno, socióloga da Sempreviva Organização Feminista.

Sustentação

A pesquisa revelou que para 40% das consultadas a pandemia colocou a sustentação da casa em risco, índice elevado para 63% no caso das mulheres em ambientes urbanos. Do universo pesquisado, 16% disseram estar em casa sem trabalho.

A percepção alcançou patamar maior entre as negras (55%), que também conformam 58% das desempregadas (contra 39% das brancas). Em consequência, esse é o segmento com maior percentual de pessoas trabalhando por conta própria.

“A redução do apoio externo para o cuidado é uma realidade para a maioria das mulheres, mas 42% disseram que já cuidavam de alguém e a maioria dessas mulheres são negras. Além da desigualdade entre a responsabilidade de homens e mulheres, também entre as mulheres a gente vê as diferenças marcadas pela renda e pela raça”, analisa Tica Moreno.

Sobrecarga

Entre as entrevistadas, 41% informaram ter continuado o trabalho durante a pandemia, com maior carga de tarefas. Entre brancas e negras, os percentuais foram, respectivamente, de 55% e 44%.

“Além disso, as relações entre trabalho e atividades domésticas se imbricaram ainda mais, e se antes pagar por serviços era a solução possível para algumas, a pandemia mostrou a intensificação do trabalho das mulheres”, analisam as autoras.

Violência

O estudo apontou que 8,4% das ouvidas manifestaram ter sofrido alguma forma de violência durante a pandemia. Entre as que estão na faixa de renda mais baixa, o índice sobe para 12%.

Entre as negras, as práticas violentas mais comuns são o ato de trancar em casa, bater ou espancar deixando marcas e quebrar coisas ou rasgar roupas. Já entre as brancas, as práticas mais citadas foram o controle sobre as atividades e comportamentos e a desqualificação sexual, sugerindo que procurariam outras mulheres.

A ampliação e intensificação da violência doméstica durante este período foi percebida por 91% das mulheres ouvidas. “ Compreender a disparidade entre percepções gerais das mulheres e seus relatos sobre suas experiências exige compreender e dar visibilidade a uma dinâmica complexa de formas de violências que se reproduzem nas relações cotidianas e íntimas e cujo reconhecimento é ainda um desafio que se impõe às ações de enfrentamento à violência contra a mulher”, aponta o estudo.

Na avaliação das autoras, os resultados demonstram que “as dinâmicas de vida e trabalho das mulheres se contrapõem ao discurso de que ‘a economia não pode parar’, mobilizado para se opor às recomendações de isolamento social. Os trabalhos necessários para a sustentabilidade da vida não pararam – não podem parar. Pelo contrário, foram intensificados na pandemia”, ponderam

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.614 mulheres em abril e maio. Os índices foram ajustados para aproximá-los de uma estimativa da composição da população brasileira.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 03/08/2020 – 18:16 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília
Edição: Fernando Fraga

Continue lendo

Destaques