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Brasil & Mundo

Avião com mais de 100 pessoas a bordo cai no Sul do Paquistão

Aeronave caiu em um bairro residencial da cidade de Carachi

Publicado

em

Foto: Reprodução/Reuters
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Um avião da companhia Pakistan International Airlines (PIA) com cerca de 100 pessoas a bordo caiu hoje (22) em Carachi, no Sul do Paquistão, anunciou a autoridade da aviação paquistanesa.

Imagens transmitidas pela televisão pública do país mostram que a aeronave caiu em um bairro residencial da cidade, a mais populosa do Paquistão.

“O avião caiu em Carachi. Estamos tentando confirmar o número de passageiros, mas, em princípio são 99 e oito tripulantes”, disse à AFP Abdul Sattar Khokhar, porta-voz da autoridade da aviação do Paquistão.

“As últimas palavras do piloto foram para informar que havia um problema técnico. Disseram a ele que tinha duas pistas disponíveis, mas o piloto indicou que queria dar a volta”, disse o ceo da companhia, Arshad Malik, em mensagem de vídeo divulgada após o acidente.

O voo tinha decolado de Lahore, a segunda maior cidade do país.

O Airbus A320 teria 107 pessoas a bordo, de acordo com agência Reuters, 99 passageiros e 8 tripulantes. Dez corpos já foram resgatados.

O Exército paquistanês disse que as tropas paramilitares chegaram rapidamente ao local para prestar socorro e tentar resgatar os tripulantes. Fontes revelaram à Al Jazeera que há várias casas em chamas.

O acidente ocorre poucos dias depois de o país ter retomado os voos comerciais, depois de terem sido interrompidos por causa da pandemia de covid-19.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 22/05/2020 – 09:10 Por RTP – ISLAMABAD

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Brasil & Mundo

Caixa pagou R$ 76,6 bilhões em auxílio emergencial

Ao todo, 58,6 milhões de brasileiros receberam benefício

Publicado

em

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Caixa Econômica Federal pagou R$ 76,6 bilhões de auxílio emergencial, somadas ambas as parcelas, informou nesta sexta-feira (29) o presidente do banco, Pedro Guimarães. No total, 58,6 milhões de pessoas receberam alguma parcela do benefício desde que o programa foi criado, em abril, para ajudar as pessoas a enfrentar os impactos da crise causada pela pandemia de covid-19.

Considerando apenas a segunda parcela, que começou a ser paga no último dia 19, 50 milhões de brasileiros receberam R$ 35,5 bilhões. O auxílio emergencial é de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), por parcela.

Do total pago até agora, R$ 30,3 bilhões foram para beneficiários do Bolsa Família, R$ 14 bilhões para aqueles inscritos no Cadastro Único para os Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e R$ 32,3 bilhões para trabalhadores informais que se cadastraram pelo site ou pelo aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.

O banco recebeu 106,6 milhões de solicitações de cadastro no aplicativo e no site, das quais 101,2 milhões foram processadas até agora. O cadastro no programa pode ser feito até o dia 3 de junho.

Do total de cadastros processados, 59 milhões foram considerados elegíveis e 42,2 milhões inelegíveis. Cerca de 10,6 milhões de pessoas ainda aguardam para saber se terão o benefício: 5,5 milhões de cadastros estão em primeira análise e outros 5,2 milhões em reanálise, quando o cadastro foi considerado inconsistente e a Caixa permitiu a correção de informações.

Saques

Hoje puderam sacar o auxílio emergencial 2,5 milhões de pessoas. Desse total, 600 mil tiveram a primeira parcela liberada no último dia 15 e 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família estão recebendo a segunda parcela. O calendário escalonado de retiradas obedece ao mês de nascimento, no caso da retirada da primeira parcela, e do final do Número de Inscrição Social (NIS) para os inscritos no Bolsa Família.

Os trabalhadores informais e os inscritos no CadÚnico estão recebendo o benefício apenas por meio da conta poupança digital e só poderão sacar ou transferir o dinheiro a partir de amanhã (30), conforme o mês de nascimento. Neste sábado, a Caixa abrirá 2.213 agências das 8h às 12h para o saque em espécie da segunda parcela por beneficiários dessas categorias.

Até agora, os trabalhadores informais e os inscritos no CadÚnico só podiam movimentar a segunda parcela por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos bancários, de contas domésticas (água, luz, telefone e gás) e compras em sites de estabelecimentos parceiros.

A partir de hoje (29), o aplicativo Caixa Tem permite o pagamento de compras por meio do celular em 3 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o país. Bastará o beneficiário escolher a opção “pagar na maquininha” e apontar a câmera do celular para o código QR (espécie de código de barras) que aparece nas maquininhas das operadoras Cielo e Get Match.

Segundo Guimarães, foram registradas poucas filas nas agências hoje. O principal motivo, explicou ele, é a crescente utilização do aplicativo Caixa Tem e do cartão de débito virtual para movimentar as contas poupança digitais. “Isso representa cerca de oito vezes o volume de pessoas que sacaram nos caixas eletrônicos, nas lotéricas e na boca do caixa [das agências]”, disse.

Em relação ao cartão de débito, Guimarães disse que ontem (26) foram registradas 1,4 milhão de transações por meio do Caixa Tem, no valor de R$ 414,5 milhões. Desse total, o pagamento de boletos e de contas domésticas somou 984,9 mil transações, no valor de R$ 262,2 milhões; e o pagamento pelo cartão de débito virtual totalizou 492,1 mil transações, no valor de R$ 152,3 milhões.

Calendário

Nesta sexta, puderam sacar a primeira parcela em dinheiro os beneficiários nascidos em dezembro. Beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 0 também puderam retirar o dinheiro. Na última terça-feira (26), a Caixa terminou de depositar a segunda parcela na conta poupança digital dos trabalhadores informais e dos inscritos no CadÚnico.

O calendário para saques da segunda parcela é diferente do calendário do crédito nas contas digitais e começa amanhã, para os nascidos em janeiro. Em 1º de junho, os saques serão permitidos para quem nasceu em fevereiro, seguindo nessa ordem até 13 de junho para os nascidos em dezembro. No dia 7 de junho (domingo) não haverá saques.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 29/05/2020 – 16:59 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Edição: Aline Leal

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Brasil & Mundo

Trump assina decreto que limita proteção a redes sociais

Medida pode ter possíveis impactos no Brasil

Publicado

em

Foto: REUTERS/Eric Thayer/Direitos Reservados
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, editou ontem (28) um decreto (executive order, termo utilizado em inglês) para regular as redes sociais no país. A iniciativa pode ter impactos no Brasil, uma vez que as principais plataformas utilizadas no país, como Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram, têm sede nos Estados Unidos, e caso haja obrigações legais, elas podem se estender também aos usuários brasileiros.

Trump anunciou o decreto após o Twitter ter inserido um aviso a uma publicação do presidente alertando para o risco de que continha informações incorretas. Hoje (29), novamente o Twitter inseriu um novo aviso sobre uma publicação do presidente acerca dos protestos em Mineápolis sugerindo que ela continha apologia à violência.

Veículo blindado e membros da Guarda Nacional dos EUA após protesto em Mineápolis – Foto: Reuters/Carlos Barria/Direitos Reservados

O decreto prevê a abertura de um debate para reformar a seção 230 da Lei de Decência na Comunicação, segundo a qual plataformas que hospedam conteúdos de terceiros não podem ser responsabilizadas por estes. Ela prevê, contudo, determinados tipos de moderação de conteúdo, como aqueles violentos, obscenos e assediadores.

A intenção do decreto de Trump é “clarear” o escopo dessa “imunidade”, não devendo se estender a quem usa o poder de meio de comunicação para censurar certos pontos de vista. A ordem determina que a autoridade regulatória de comunicações do país (FCC, na sigla em inglês) emita uma regulamentação que defina em que sentido serviços de comunicações interativos possam se valer dessa “imunidade legal”.

O texto indica quais tipos de ações não deveriam gozar dessa condição se forem inconsistentes com o termo de serviço de uma plataforma, se não garantirem o devido processo e a notificação do usuário autor bem como qualquer outra política para avançar nas diretrizes do decreto.

O decreto prevê ainda que os órgãos do Executivo Federal revisem o dinheiro gasto em publicidade em plataformas que, segundo o texto, “restringem a liberdade de expressão”, análise que será realizada pelo Departamento de Justiça. Outra determinação aponta que a FCC tome ações para proibir práticas injustas de plataformas que restringem a liberdade de expressão.

“Não podemos permitir que um número limitado de plataformas digitais escolham o discurso que os americanos podem acessar e transmitir na internet. Essa prática é não-americana e antidemocrática. Quando companhias poderosas de redes sociais censuram opiniões das quais discordam, elas exercitam um poder perigoso. Plataformas estão atuando em uma censura seletiva que está prejudicando nosso discurso nacional”, diz Trump na ordem.

O texto critica diretamente a atitude do Twitter de inserir alertas em posts, acusando-a de trazer um “viés político”. O presidente acrescenta que “dezenas de milhares de americanos” reclamaram da classificação de conteúdos como inapropriados por plataformas. O governo federal criou um canal de denúncia nesse sentido em maio de 2019, tendo recebido mais de 16 mil reclamações.

FCC

A conselheira da FCC Jessica Rosenworcel avaliou que esse esforço tem limites. “Isso não funciona. Redes sociais podem ser frustrantes. Mas um decreto que transforma a FCC em uma polícia de discurso do presidente não é a resposta. É tempo daqueles em Washington de defender a primeira emenda”, referência à primeira emenda da Constituição do país que resguarda a liberdade de expressão.

Já o conselheiro Breandam Carr, vinculado ao presidente, defendeu a proposta. “Passados 20 anos da aprovação da seção 230, gigantes da internet se beneficiam da proteção prevista na seção, enquanto outras pessoas não dispõem desse recurso. Eu congratulo o decreto e seu chamado à definição do escopo dos privilégios únicos que o Congresso conferiu às empresas de mídias sociais mas não a outras”, declarou em comunicado oficial.

O Centro para a Democracia e Tecnologia, entidade estadunidense de pesquisa na área, divulgou nota na qual classifica a iniciativa como uma tentativa de coagir as plataformas e argumentou que a FCC não tem a prerrogativa de interpretar a seção 230.

“O Congresso desenvolveu a seção 230 para que intermediários possam moderar o conteúdo que hospedam. É exatamente esta proteção que permite a elas tomar passos para combater a desinformação. O presidente Trump pode não gostar do resultado dessa moderação, mas não pode mudar a lei por decreto”, afirmou a presidente da entidade, Alexandra Gives.

A entidade Free Press, com atuação na área de liberdade de expressão, classificou o decreto como uma tentativa flagrante e inconstitucional de silenciar críticos e agências de checagem. “A FCC deveria ser uma agência independente, não um braço de censura ou propaganda da Casa Branca [sede do governo federal]”, afirmou o conselheiro sênior em políticas públicas da entidade Gaurav Laroia.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 29/05/2020 – 16:51 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília
Edição: Fernando Fraga

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Brasil & Mundo

Dólar fecha em alta e aproxima-se de R$ 5,40 após seis dias de queda

Bolsa caiu 1,13% em dia de realização de lucros

Publicado

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
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Depois de seis sessões seguidas de queda, o dólar voltou a subir e aproximou-se de R$ 5,40. A bolsa de valores encerrou em baixa depois de ter fechado no maior nível em quase três meses ontem.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (28) vendido a R$ 5,386, com alta de R$ 0,103 (1,95%). A moeda chegou a ser vendida pouco acima de R$ 5,30, mas acelerou durante a tarde até fechar na máxima do dia. A moeda norte-americana acumula valorização de 34,28% em 2020.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,968, com alta de 2,79%. A libra comercial subiu 2,94% e terminou a sessão vendida a R$ 6,658.

O Banco Central (BC) interveio pouco no mercado hoje. A autoridade monetária ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho.

Bolsa de valores

No mercado de ações, o dia foi marcado pela volatilidade. O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 86.949 pontos, com queda de 1,13%. A bolsa operou perto da estabilidade durante boa parte do dia, mas passou a cair perto do fim das negociações.

O Ibovespa foi influenciado pelo mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a quinta-feira com recuo de 0,58%. Além do escalonamento das tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e a China, o mercado refletiu a divulgação de que a maior economia do planeta encolheu 5% no primeiro trimestre, em taxas anualizadas (quando a variação de um trimestre é projetada para os 12 meses anteriores).

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

No Brasil, o mercado refletiu as tensões políticas internas e a divulgação de indicadores econômicos que mostram o impacto da crise. A taxa de desemprego subiu para 12,6% no trimestre entre fevereiro e abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 28/05/2020 – 18:46 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Edição: Aline Leal

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