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Ceará

Coronavírus: Governo do Ceará vai destinar R$ 63 milhões para ampliar leitos no interior e comprar insumos médicos

R$ 45 milhões serão destinados a sete municípios do interior.

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Ceará vai destinar R$ 63 milhões para ampliar leitos no interior e comprar insumos médicos — Foto: Reprodução/Divulgação/UFG
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O Governo do Ceará prepara um grande aporte financeiro no sistema de saúde para combater o novo coronavírus. Ao todo, serão empregados R$ 63 milhões para novos equipamentos aos profissionais de saúde, além de leitos no interior. A informação foi revelada nesta quinta-feira (26) pelo secretário de saúde estadual, Dr. Cabeto, através das redes sociais.

Do montante, cerca de R$ 45 milhões foi cedido direto do Tesouro Nacional para os municípios cearenses. O titular da Secretaria de Saúde (Sesa) comunicou que o foco são as prefeituras de sete cidades: Aracati, Crateús, Icó, Iguatu, Itapipoca, Tauá e Tianguá.

“O Estado não vai receber nenhum centavo, vamos repassar integralmente. Mais recentemente, solicitamos ao Ministério da Saúde a autorização de UTIs e até os próximos 15 dias iremos repassar para Itapipoca, Iguatu, Icó, Tauá, Crateús, Itaitinga, Aracati”, afirmou.
O restante do valor, R$ 18 milhões, é oriundo da Orçamento da União. O objetivo é comprar insumos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos profissionais de saúde. O Estado registrou três óbitos – duas mulheres e um homem – por Covid-19, a doença do novo coronavírus.

“Realizamos a importação de 700 respiradores de alta complexidade e 750 mil testes rápidos. No Centro de Eventos teremos vários consultórios para realizar os testes, principalmente dos profissionais de saúde”, declarou.

A expectativa é que o material seja disponibilizado a partir da próxima semana. “Isso é uma guerra e na guerra aprendemos a solidariedade. Se já tínhamos um sonho de ter um sistema de saúde mais moderno, estamos assistindo isso acontecer com vocês”, finalizou.

Fonte: G1 CE 26/03/2020 18h38

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Ceará

Carga dos Correios é saqueada após colisão entre duas carretas na BR-116, no Ceará; um motorista morreu

O caso deve ser investigado pela Polícia Federal. O outro condutor envolvido no acidente foi levado para uma unidade hospitalar em em São João do Jaguaribe.

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Após a colisão que deixou uma vítima, na BR 116, no Ceará, a carga dos Correios foi saqueada — Foto: Reprodução
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Um motorista morreu após um acidente entre duas carretas na rodovia BR-116, em São João do Jaguaribe, no Ceará, na manhã desta quinta-feira (4). Um dos veículos levava encomendas dos Correios e teve a carga saqueada.

A colisão ocorreu no km 220 da rodovia, por volta de 6h. O carro transportador dos Correios e uma carreta carregada de telhas se chocaram frontalmente. A Polícia Civil informou que o condutor que morreu tinha 40 anos. O outro motorista foi encaminhado para uma unidade hospitalar da região.

O caso deve ser investigado pela Polícia Federal, visto que um dos veículos envolvidos pertence à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) e foi saqueado, segundo a Polícia Civil.

O G1 entrou em contato com os Correios e aguarda resposta para a atualização desta matéria.

Um vídeo gravado por um motorista que passava pelo local mostra a carga de encomendas espalhada pela rodovia, e algumas pessoas saqueando os objetos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atendeu à ocorrência, não é possível afirmar em qual veículo a vítima estava. A causa do acidente também não foi informada.

A PRF acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Forense do Ceará (Pefoce), para prestar socorro aos envolvidos no acidente.

Ainda conforme a PRF, a rodovia foi parcialmente interditada e os veículos ainda estavam no local até as 11h30. O tráfego foi orientado pela PRF e não houve registro de engarrafamentos.

Fonte: G1 CE 04/06/2020 12h44

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Ceará

Mortes por Covid-19 ultrapassam número de assassinatos registrados em 2019 no Ceará

Até último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesa), óbitos por novo coronavírus somavam 3.504 no Estado.

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Mortes por Covid-19 no Ceará ultrapassam número de assassinatos registrados em 2019 no Estado — Foto: Paulo Alberto/SVM
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Um balanço comparativo feito com dados dos registros de mortes pela Covid-19 no Ceará frente ao número de vítimas de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) nos 12 meses de 2019 no Estado mostra que o número de vítimas da doença já supera o número de óbitos por estes tipos de crimes.

Na somatória, segundo dados do último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesa), divulgado na noite desta terça-feira (2), mostra que 3.504 morreram em decorrência do novo coronavírus. Já conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), 2.257 pessoas perderam a vida no ano passado por homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais com óbito.

Os números retratam uma crise sanitária em uma zona com altas taxas de violência. As 24,7 mortes por 100 mil habitantes do período passado já configuram uma epidemia na segurança. Para as Organizações das Nações Unidas (ONU), o teto do índice seria de 10.

A taxa de letalidade do novo coronavírus é de 6,4. O dado é diferente de mortalidade pois afere apenas o saldo de infectados e mortos, sem considerar geral dos residentes no Ceará.

“Se concentra em dois meses uma mortalidade que, pela violência, caberia no ano inteiro. Isso é dramático para a população. A morte por coronavírus deixa insegurança na família inteira, as pessoas se perguntam se estão contaminadas”, avalia o médico sanitarista Manoel Fonseca, especialista em epidemiologia. Ele observa que, para os familiares das vítimas, é gerada uma carga psicológica muito forte.

Fonseca considera que o comparativo motiva “uma preocupação extraordinária”, uma vez que as mortes causadas pela doença alcançam todas as faixas etárias. “O pior é que essa tendência não se acabou. Alguns estudos que estão avançando mostram que a mortalidade vai até o final de agosto, e só vão reduzir em setembro. Nós vamos superar qualquer indicador até lá”.

Perfil dos óbitos

Segundo o Atlas da Violência de 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o indivíduo do país com mais probabilidade de morte violenta intencional é um homem jovem, solteiro, negro, com até sete anos de estudo e que esteja na rua entre 18h e 22h.

Quando se trata dos CVLIs, as características nacionais são similares no Ceará. Aspecto não seguido pela Covid-19, com perfil mais abrangente.

A maioria das vítimas pela doença tem faixa etária acima de 70 anos. Até o último boletim epidemiológico semanal da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), divulgado no dia 26 de maio, a letalidade nestas pessoas era maior: 32,9% para homens, e 23,5% no sexo feminino.

A idade avançada é facilitador da Covid-19, assim como doenças respiratórias, cânceres, obesidade ou tabagismo. Mas todos estão suscetíveis. Os adultos economicamente ativos concentram os casos (67,6%) e correspondem a 12% das mortes.

“A Covid é um vírus e os primeiros cinco dias dão indícios se o paciente vai evoluir ou não para fase de gravidade. É quando pode criar o problema inflamatório e complica o pulmão, com pacientes com o órgão comprometido em 70%, é um processo rápido. Mas o crescimento e a evolução ao óbito dependem de muitos fatores, do quadro de risco, da imunidade própria, da quantidade de vírus e do tratamento adequado. Esse quesito é muito importante no tratamento”, declara o infectologista Anastácio Queiroz.

Os fatores listados traçam as individualidades e as resistências de cada paciente. No entanto, a estatística mais importa quando os números se transformam em nomes. O tempo médio de internação do paciente acometido com a doença no Ceará é de oito dias.

Mais de 50 mil infectados

O Ceará tem 54.683 casos positivos de Covid-19 e 3.504 óbitos, segundo dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde. A atualização foi às 19h27 desta terça-feira (2). Nesta segunda-feira (1º) o Estado ultrapassou os 50 mil diagnósticos positivos da doença. A plataforma aponta ainda o município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, com 117 mortes, sendo a terceira cidade cearense a superar uma centena de óbitos, atrás de Fortaleza (2.277) e Maracanaú (131).

Neste domingo (31), o estado ultrapassou os 3 mil óbitos. No dia anterior, sábado (30), foram registrados 9.427 casos. A grande quantidade de registros ocorreu por causa da liberação do resultados de mais de 20 mil testes, incluindo os do tipo PCR, testes rápidos e sorologia, segundo a Sesa. Ao todo, 128.753 testes já foram realizados no Ceará.

Em Fortaleza já foram registradas 2.277 pessoas que não resistiram à enfermidade, além de 25.344 diagnósticos. A quantidade de casos investigados do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em todo o estado é de 53.462. Houve a recuperação de 35.623 pessoas.

Os números apresentados pela Secretaria da Saúde são atualizados permanentemente e fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testes para detectar a presença dos vírus, ou seja, não necessariamente correspondem à data da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.

Fonte: G1 CE 03/06/2020 05h30

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Ceará

Ocupação de leitos para Covid-19 chega a 81% em cidades com lockdown no interior do Ceará

Cidades do interior do Ceará passam a ser foco de preocupação das autoridades.

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Ocupação de leitos para Covid-19 chega a 81% em cidades do Ceará com lockdown — Foto: Reprodução/Sesa/Divulgação
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Os municípios do interior do Ceará Sobral, Itapipoca, Camocim, Itarema e Acaraú, que começaram a adotar medidas mais rígidas de distanciamento social segunda-feira (1º), têm, juntos, 410 leitos ativos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e de enfermarias para pacientes com Covid-19.

Nesta terça-feira (2), a taxa de ocupação desses leitos, é de 81,46%, conforme dados das secretarias municipais de saúde e da plataforma IntegraSus, da Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará.

Ao todo, nas cinco cidades, há 334 pessoas internadas em decorrência da Covid-19 neste momento. Dos cinco municípios, Camocim e Acaraú não têm leitos de UTI. Já Sobral, Itapipoca e Itarema contam com 137 leitos de UTIs ativos. Destes, 136 estavam ocupados (99,27%) na manhã desta terça-feira.

Em Itarema há 5 leitos de semi UTI, destinados a pacientes que exigem cuidados intensos, mas que não necessitam de monitoramento permanente. Além disso, as cinco cidades, juntas, têm 268 leitos de enfermarias. Deste total, 198 estavam ocupados.

As cinco cidades da região Norte, além de Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, consta no decreto publicado no último sábado (30), pelo governador Camilo Santana (PT), como municípios que devem implementar medidas mais rígidas de isolamento social, assim como aconteceu em Fortaleza. Apesar das determinações, várias ações de desrespeito ao isolamento foram registradas no primeiro dia de validade dos decretos municipais.

Ocupação em Sobral

Juntas, as cinco cidades do interior somam 4.852 casos confirmados da doença, segundo a última atualização do IntegraSus. Sobral tem o maior número de infectados do Interior e segundo maior número de confirmações do Ceará, atrás apenas de Fortaleza.

O maior município da Região Norte também tem o maior número de leitos de UTI e enfermarias. Segundo a Prefeitura, são 120 UTIs (119 ocupadas) e 169 enfermarias (123 ocupadas) distribuídas no Hospital Regional Norte, na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, no Hospital de Campanha Dr. Alves e no Hospital Dr. Estevam.

O isolamento social ainda é a principal saída para tentar prevenir o contágio da doença. “A velocidade da contaminação pode elevar rapidamente o número de casos. Com o agravamento desses casos, ainda que haja aumento na estrutura física, pode haver sobrecarga das equipes assistenciais”, avalia a coordenadora do Controle de Infecção Hospitalar do HRN, Diana Muniz. Ela reitera que o distanciamento contribui para que o sistema de saúde não seja sobrecarregado.

Pacientes com comorbidade

Caixão é levado para sepultamento, no Ceará — Foto: Kid Júnior/SVM (Arquivo)

Com a escassez de leitos nas unidades, pacientes que precisam de atendimento por conta de outras doenças são prejudicados. “Existem as outras comorbidades que não deixaram de existir, como o AVC e o infarto, que são provocados inclusive por diabetes, hipertensão, obesidade, fatores de risco de maior mortalidade em pacientes que adquirem Covid-19″, explica o neurologista, Gustavo Vieira Rafael.

A unidade referência possui 99 UTIs (todas ocupadas), e 72 enfermarias (com 62 pacientes). Por conta da demandaa, vem recebendo insumos do Governo do Estado, como 20 novos respiradores mecânicos.

A situação de Itapipoca, que tem o 5º maior número de infectados do Ceará também gera preocupação. No Município, os casos de maior complexidade vão para o Hospital Maternidade São Camilo, unidade referência para os municípios da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (Cres), atendendo as cidades de Itapipoca, Amontada, Miraíma, Trairi, Uruburetama, Tururu e Umirim. Os 17 leitos de UTI na unidade estão ocupados. Outros 18 pacientes estão internados em leitos das enfermarias. O município deve receber mais 40 leitos em um Hospital de Campanha.

Já em Camocim, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não há leitos de UTI. Das 16 enfermarias, 15 estão ocupadas. A Prefeitura afirmou que irá abrir mais 12 leitos de enfermaria nesta semana.

Já no Hospital Dr. Moura Ferreira, em Acaraú, 18 das 20 enfermarias estão com pacientes internados. A partir do dia 12, a UPA deve funcionar como Hospital de Campanha com 20 leitos de UTI. Em Itarema, o Hospital Municipal Natércia Rios, que também não possui leitos de terapia intensiva, tem 24 das 28 enfermarias ocupadas. Além de cinco semi-UTIs livres para receber pacientes.

Fonte: G1 CE 02/06/2020 17h48

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