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Três novos casos suspeitos de coronavírus no Brasil são de São Paulo

Até terça-feira, a tendência de possibilidades de contaminação era de queda. Novos registros vêm de SP, que soma seis no total. Ministério começa a formatar licitação para a contratação de mil leitos para eventuais infectados

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O grupo que está na Base de Anápolis será submetido a mais dois testes por segurança. Não há chance de os repatriados serem liberados antes (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Mais três pessoas entraram para o rol de suspeitos de terem contraído o coronavírus. Com a atualização divulgada nesta quarta-feira (13/2) pelo Ministério da Saúde, subiu para 11 o número de casos sob estreita observação no país, invertendo uma tendência que, até terça-feira, era de queda. Mas não há confirmação de que a doença circula no Brasil.

Os novos casos em análise são do estado de São Paulo, que atualmente concentra seis suspeitos. As ocorrências estão divididas, ainda, entre Rio de Janeiro, com dois casos, e Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, com um relato cada. Desses, seis são homens e cinco são mulheres. Todos fizeram viagem para China, país que concentra 99,1% dos casos.

Até o momento, o ministério descartou 33 registros de pacientes que apresentavam as características da doença, mas que não indicaram a presença de coronavírus após a realização de exames clínicos.

O aumento dos registros e a possibilidade real da presença do agente infeccioso no país têm movimentado ações de contingência por parte do governo. A mais nova delas, anunciada pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, consiste na contratação de mil leitos de UTI para atendimento de possíveis pacientes infectados.

“Todos os recursos até então utilizados pelo Ministério da Saúde estão dentro do orçamento resguardado para medidas de emergência como essas”, afirmou Gabbardo, sem informar, porém, quanto será investido na reserva dos leitos. Segundo ele, a pasta acompanha o desenvolvimento dos cenários para determinar as medidas a serem tomadas. “Neste momento, nós não temos a circulação de vírus no Brasil, mas programamos a possibilidade de surgimento dos primeiros casos para um enfrentamento da crise”, completou.

Até o fim desta semana, a Saúde espera concluir também a licitação para aquisição de insumos para proteção de profissionais da saúde que trabalhem nos casos suspeitos do Covid-19, nova nomenclatura do vírus dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conforme as diretrizes internacionais.

Repatriados

O balanço do Ministério da Saúde não inclui as análises feitas nos 34 repatriados e 24 membros da equipe de resgate, que chegaram ao país no último domingo. Vindos de Wuhan, local de maior incidência da doença, continuam em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO).

O resultado dos primeiros exames no grupo, divulgado na última terça-feira, afasta a presença de coronavírus. Mesmo assim, o isolamento dessas 58 pessoas deve ser mantido pelo tempo previsto. Segundo o Ministério da Defesa, responsável pela operação, ainda serão realizados outros dois testes semanais, mas como medida de segurança. A previsão para liberação dos repatriados é em 27 de fevereiro.

Os últimos dados oficiais do relatório da OMS mostram que 43.103 mil pessoas contraíram o Covid-19. Deste montante, 17% apresentaram casos graves e 1,018 morreram. 99,1% dos casos se concentram na China. As outras 395 confirmações estão espalhadas entre 24 países.

Simulação de emergência

Com o objetivo de se preparar para um possível plano de contingência, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simula a recepção e oencaminhamento de suspeitos de coronavírus para unidades de saúde. Na tarde desta quarta-feira (12/2), servidores da autarquia realizaram os testes junto à Autoridade Portuária de Santos para validar os procedimentos de resposta à identificação de possíveis casos.

Fonte: Correio Braziliense
Bruna Lima postado em 13/02/2020 06:00

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Dólar passa de R$ 4,36 e renova recorde desde criação do real

Bolsa de valores recupera-se após queda na terça-feira

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em mais um dia de oscilações no câmbio, o dólar subiu novamente e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta quarta-feira (19), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,366, com alta de R$ 0,008 (+0,18%).

Foi o terceiro dia seguido de valorização da divisa, que operou em alta durante toda a sessão. A cotação operou em forte alta no início dos negócios, chegando a encostar em R$ 4,38 na máxima do dia, por volta das 12h10. O câmbio, no entanto, desacelerou ao longo da sessão, até fechar próximo da estabilidade. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 8,8%.

O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Hoje, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. O leilão faz parte da rolagem de US$ 13 bilhões de swap que venceriam daqui a dois meses.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Depois de uma pequena queda ontem (18), o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou esta quarta-feira aos 116.518 pontos, com alta de 1,34%.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. A interrupção da produção em diversas indústrias da China está afetando as cadeias internacionais de produção. Indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricar e montar produtos.

A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 19/02/2020 – 19:21 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Edição: Nádia Franco

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Central nuclear mais antiga da França começa a ser desativada

Após anos de debate, o reator número um da usina nuclear de Fessenheim será encerrado definitivamente no sábado, o primeiro passo no longo caminho para o desmantelamento

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O desmantelamento propriamente dito vai prosseguir até 2040, no mínimo. (foto: SEBASTIEN BOZON / AFP)

A central nuclear de Fessenheim, a mais antiga da França, perto da fronteira com a Alemanha, começará a ser desativada no sábado com o fechamento de um reator, após um decreto publicado nesta quarta-feira (19/2), o primeiro passo de um desmantelamento que prosseguirá até pelo menos 2040.

A central de Fessenheim, em funcionamento desde 1977, foi alvo de várias manifestações e motivou greves de fome de opositores. Em 2011, o presidente François Hollande prometeu fechar o local.

O reator número um da central vai parar na madrugada de sábado e número dois em 30 de junho. As datas constituem “uma primeira etapa na estratégia energética da França”, afirma um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro Edouard Philippe.

A paralisação gradual do reator de água com pressão de 900 megawatts começará na sexta-feira à noite. A retirada do combustível usado acontecerá até 2023. O desmantelamento propriamente dito vai prosseguir até 2040, no mínimo.

Fonte: Correio Braziliense
Agência France-Presse postado em 19/02/2020 09:19

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Novo coronavírus: Brasil monitora cinco casos suspeitos

Um dos pacientes é uma criança de dois anos

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Saúde acompanha cinco casos de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, sendo uma criança de dois anos. O boletim divulgado nesta terça-feira (18) traz dois casos a mais que o de ontem. Todos estiveram na China, mas nenhum deles na cidade de Wuhan, epicentro da doença.

“Entraram mais dois casos de São Paulo, então permanecem os dois de ontem e dois novos em São Paulo e o do Rio Grande do Sul permanece desde a semana passada”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabardo.

Segundo o secretário, o paciente do Rio Grande do Sul foi testado para os vírus mais comuns, como H1N1, e os testes deram negativo. Agora, uma amostra está sendo enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise específica quanto ao novo coronavírus. Três dos pacientes ainda serão testados para vírus gripais.

Gabardo enfatizou que a mobilização para prevenir e conter o vírus continua pelo menos até o começo do inverno. “Nós não vamos reduzir todas essas ações feitas, toda mobilizações feita antes da chegada do inverno, independentemente de até lá nós termos casos confirmados no Brasil”.

Repatriados
A pasta deve divulgar amanhã (19) o resultado dos exames dos brasileiros resgatados da China e dos tripulantes da Força Aérea Brasileira que estiveram envolvidos na ação. No total, 58 pessoas estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) para descartar o risco de contaminação pela doença no Brasil.

Fonte: Agência Brasil
Publicado em 18/02/2020 – 17:55 Por Agência Brasil – Brasília
Edição: Aline Leal

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