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A hora do adeus! Marcondes Gadelha encerra carreira política de amor a Sousa e à Paraíba.

O ex-senador da República e deputado federal Marcondes Iran Benevides Gadelha (PSC-PB) está prestes a encerrar sua militância na política partidária. É vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC). Nasceu em Sousa, Sertão da Paraíba, no dia 23 de junho de 1943. Membro da tradicional família Gadelha. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco e iniciou a carreira política no final dos anos 1960. É casado com a senhora Magda Lúcia de Melo Gadelha. São seus filhos Leonardo Gadelha, Mariana de Melo Gadelha e Bertha de Melo Gadelha.

Filho do saudoso ex- vereador na Câmara Municipal de Sousa em 1950,  ex-deputado federal (1964 e 1967-1971), agropecuarista, industrial e usineiro José de Paiva Gadelha e Dona Mirian Benevides Gadelha.  Ao longo das décadas seguintes exerceu diversos cargos. Seu pai Zé Gadelha assumiu uma cadeira no Legislativo federal em fevereiro de 1967, em novembro de 1970 concorreu como suplente de senador pela Paraíba, na chapa encabeçada pelo deputado Humberto Lucena, mas não foi eleito. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o final do mandato, em janeiro do ano seguinte.  José de Paiva Gadelha,  foi um dos maiores políticos da história da cidade de Sousa, conhecida como Cidade Sorriso.

Marcondes-Gadelha

Zé Gadelha sempre com capacidade de trabalho e ação. Era Diretor da Algodoeira André Gadelha LTDA., Presidente da Refinaria de Óleos Vegetais S.A, em Campina Grande, Diretor Comercial da Algodoeira Gadelha S/A (ALGASA), da cidade de Uiraúna – PB. Montou em Sousa, os Cines: Moderno e Gadelha, sendo o Cine Gadelha, à época, uma das maiores realizações suas. Entre as muitas fazendas que possuía, destacava-se a simpática propriedade Veneza, verdadeiro oásis do sertão paraibano. Idealizador da Rádio Jornal AM de Sousa, não teve a felicidade de vê-la no ar, pois morreu antes da sua inauguração.

Marcondes  Gadelha é irmão do deputado estadual Renato Gadelha, dos ex-deputados Paulo Gadelha de Tarso Benevides Gadelha e Doca Gadelha “in memoriam”, do ex-prefeito de Sousa, Salomão Gadelha de saudosa memória, do empresário e diretor geral de um dos maiores patrimônios da educação paraibana, o complexo educacional CESED / FACISA / ESAC / FCM e Hospital João XXIII em Campina Grande, Dr. Dalton Gadelha, do engenheiro civil e empresário Francisco de Assis Benevides Gadelha (Buega), empreendedor e atual Presidente da Federação das Indústrias da Paraíba – FIEP, onde realiza e vem realizando um grande trabalho.

Sobrinho do ex-vice-governador André de Paiva Gadelha, conhecido como Zabilo Gadelha, do empresário Clotário da Costa Gadelha e do ex-deputado estadual, Antônio de Paiva Gadelha (Dr. Lêlela). É primo do  ex-secretário de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico e deputado estadual  Lindolfo Pires.

Marcondes Gadelha é tio do ex-vereador, professor, advogado, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, Especialista em Direito Administrativo e Gestão Pública pelas Faculdades Integradas de Patos, ex-secretário chefe de Gabinete e Secretário Municipal de Assistência Social (2015) e Diretor Geral da Escola Superior da Advocacia em Sousa-PB, José Lafayette Pires Benevides Gadelha.

Foi Vice-Líder, MDB, 1973-1977-1979; Vice-Líder, PFL, 1999-2003; Vice-Líder, Bloco PFL / PST, 2001-2002; Vice-Líder, PTB, 2003-2005; Vice-Líder, PSB, 10/2005-; Vice-Líder, Bloco PSB / PCdoB / PMN / PRB, 11/03/2009-; Vice-Líder, PSC, 21/10/2009.  Foi um expoente do grupo “Autêntico” do  antigo MDB, constituído por deputados que desenvolviam oposição mais intransigente ao governo. Defensor da convocação de uma assembleia nacional constituinte, criticou várias vezes o governo por “pretender perpetrar no país um regime de força, contra o caráter e a consciência democrática da nação.

Foi secretário da delegação parlamentar brasileira que participou das Conferências Interparlamentares de Colombo (Sri Lanka) e de Londres, em 1975, e na cidade do México, em 1976. No pleito de novembro de 1978 obteve nova reeleição, permanecendo na Comissão de Economia, Indústria e Comércio como seu presidente, tornando-se membro da Comissão de Finanças e, mais uma vez, suplente da Comissão de Saúde. No Senado, Marcondes Gadelha integrou, como titular, as comissões de Constituição e Justiça e do Distrito Federal, entre 1983 e 1984, e de Legislação Social, e como suplente as comissões de Assuntos Regionais e de Economia.

Marcondes Gadelha exerceu o cargo de senador pelo PDS de 1983 a 1991; Diretor, Hospital Maternidade Lídia Meira em Sousa – PB de 1967 – 1971; Secretário de Estado da Agricultura de 1995 – 1998 e Membro da Associação dos Parlamentares de Língua Francesa.

O sousense publicou o artigo “Subsídios para uma política de ciência e tecnologia: a Revolução de 1930” (In: Nader, Ana Beatriz. Autênticos do MDB: semeadores da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1998, pp. 295-322), além de discursos, conferências e diversos artigos sobre política econômica.

Foi eleito deputado federal por três legislaturas consecutivas, nos períodos de 1971 a 1975, 1975 a 1979 e 1979 a 1983. Foi Senador da República no período de 1983 a 1991. Em 1989, candidatou-se a vice-presidente, na chapa do apresentador de TV, Sílvio Santos, pelo PMB, mas o registro foi impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por conta do cancelamento do registro do partido, a pedido da campanha de Fernando Collor.

No final da década de 1990, voltou a eleger-se deputado federal, por mais três legislaturas:  1999 a 2003, 2003 a 2007 e 2007 a 2011. Em 2010, havia se candidatado a primeiro suplente de senador na chapa de Wilson Santiago. Para a 54ª legislatura do Congresso Nacional, foi eleito apenas suplente de deputado federal, mas com o falecimento do deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) assumiu a vaga em 17 de maio de 2018.

Gadelha foi titular da Comissão sobre a Transposição do Rio São Francisco. É um quadro que deixará lacuna irreversível na representação política paraibana no Brasil.

Abdias Duque de Abrantes – jornalista, servidor público e advogado

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