Gerente da 9ª Regional de Saúde de Cajazeiras nega ter rido de jovem que se acorrentou e diz que medicamentos chegam essa semana – VEJA!


Amélia Fonseca esclarece caso do jovem acorrentado por playdiario

Na manhã desta terça-feira (4), o jovem Flávio Coelho Miranda se acorrentou mais uma vez na entrada da 9ª Gerência Regional de Saúde de Cajazeiras em protesto pela demora por parte da Secretaria de Saúde do Estado em disponibilizar fraudas, medicamentos e alimentos especiais para sua filha que sofre de uma doença rara. Segundo o jovem, a 9ª Gerência teria prometido que o problema seria resolvido nesta terça, mas apenas as fraudas chegaram a Cajazeiras.

A pequena Jamilly Miranda só pode ingerir medicamentos e alimentos especiais através de uma sonda. Mas por causa da demora em disponibilizá-los, o Estado foi notificado pela Justiça para providenciar, num prazo de cinco dias, tudo que ela necessita. No entanto, isso ainda não aconteceu.


Flávio Coelho também acusa a diretora da 9ª Gerência de Saúde, Amélia Fonseca, de ter desdenhado do seu protesto ao passar sorrindo por ele. Mas nesta quarta, Amélia conversou com nossa reportagem e desmentiu duas informações dadas por Flávio à imprensa: a de que ela teria desdenhado do protesto e a de que ele estaria fazendo greve de fome na Gerência.

“Não é da minha índole. Quem me conhece sabe que eu sou muito sensível a atender a necessidade do usuário, uma vez que sou uma serva de Deus e que prego o amor ao próximo”, respondeu a gerente, se referindo à acusação de ter desdenhado do jovem.

Já em relação à suposta greve de fome, Amélia conta que Flávio mentiu e que ele recebe marmitas com comida quando está na 9ª Gerência, até mesmo fazendo protestos.

“A gente é sensível, sim, ao caso de Jamilly. Quando o pai diz que está em greve de fome, isso é inverídico, porque ele tem recebido as marmitas que a gente tem disponibilizado para ele. A gente tenta deixá-lo o mais confortável possível, uma vez que a manifestação dele é algo que afeta a ele.”


Medicamentos chegando, leite não

Segundo a diretora da 9ª Gerência, o processo judicial cujo réu é o Estado, para disponibilizar os insumos da paciente, está “caminhando” dentro da legalidade e dos prazos. Por isso os medicamentos poderão chegar a Cajazeiras nesta quinta. Porém, o leite especial deverá demorar bem mais, pois é comprado na Alemanha e apenas uma empresa o distribui no Brasil, diz ela. Além disso, é preciso cumprir trâmites burocráticos para a aquisição desses insumos.

“É um protocolo que tem que seguir, não é algo inventado, precisa seguir dentro da legalidade, e não é só o caso de Jamilly, em todos os casos de demanda judicial acontece isso. A gente tem tentado viabilizar e conversar amigavelmente, mas infelizmente é algo que ele é resistente. O que precisa ser feito já foi feito e a gente infelizmente precisa aguardar.”

Fonte: Diário do Sertão

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