Fachin nega pedido de prisão de Aécio Neves e não vai levar decisão ao plenário


A Procuradoria Geral da República pediu, na manhã desta quinta-feira (18), a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que já teve, ainda nesta quinta, o afastamento do seu mandato determinado pelo ministro Edson Fachin , relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fachin, no entanto, negou o pedido de prisão de Aécio Neves e – ao contrário do que foi anteriormente noticiado pela imprensa – decidiu por não levar tal decisão ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão só vai ao plenário se houver recurso da PGR.

O tucano é acusado pelo empresário Joesley Batista de lhe pedir dinheiro em meio às investigações da Operação Lava Jato. O valor de R$ 2 milhões foi rastreado e chegou ao senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Segundo a agência Ansa,   apesar da negativo, o ministro do STF proibiu Aécio de deixar o Brasil e solicitou que o tucano entregue seu passaporte.

Entenda o caso contra Aécio
Segundo o colunista Lauro Jardim,  do jornal O Globo ,  Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República ( PGR ) uma gravação onde Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário para ajudar a pagar a sua defesa na Lava Jato.

O dinheiro teria sido entregue a Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, que é primo de Aécio e coordenou a campanha do tucano para o planalto. "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara", teria dito Aécio, em conversa gravada. Um dos quatro pagamentos de R$ 500 mil foi filmado pela Polícia Federal. Quem entregou o dinheiro ao primo de Aécio foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, hoje um dos delatores.

A PF seguiu Fred, que foi filmado repassando a pagamento a Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar de do senador Zezé Perrela (PSDB-MG), amigo pessoal e aliado político de Aécio. Ainda segundo a reportagem, o dinheiro teria sido rastreado até uma empresa que pertence a Gustavo Perrela, filho de Zezé Perrela. Não existe, segundo a PGR, nenhuma indicação de que o dinheiro tenha sido repassado para algum advogado de Aécio.  

Confira a nota de Aécio na íntegra
"O senador Aécio Neves está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários."

Fonte: iG

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