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Fortaleza tem segundo dia de ataques a ônibus e prédios

Somente na manhã desta quinta-feira (20), cinco ônibus foram incendiados. Criminosos deixam cartas exigindo a transferência de presos.
No Nordeste do Brasil, pelo segundo dia seguido, criminosos atacaram ônibus e prédios na capital cearense.
O dia começou com terminais de ônibus mais vazios do que de costume em Fortalezax, e passageiros apreensivos.
“A insegurança é total”, disse uma mulher.
“Hoje eu pensei em nem sair de casa, mas por necessidade tive que sair”, confirmou o homem.
Ainda na manhã desta quinta-feira (20), a cidade voltou a ser atacada por criminosos. Cinco ônibus foram queimados.
“Três menores e dois maiores em uma moto não identificada. Cada um estava com galões de gasolina”, disse o sargento da PM Maciel Vale.
Alguns ônibus ainda foram depredados depois de pegar fogo.

Durante todo o dia foi assim: as ações seguiram em diferentes pontos da cidade e com intervalo de apenas algumas horas. Sempre do mesmo jeito: os passageiros eram obrigados a descer no meio do caminho e os ônibus imediatamente incendiados.
A onda de violência começou na quarta-feira (19), quando 18 ônibus foram queimados em Fortaleza e mais cinco cidades da região metropolitana. Oito carros, sete deles de órgãos públicos, também foram incendiados e tiros foram disparados contra delegacia e bancos.
Um motorista e um cobrador acabaram feridos. A pior situação é de José Nunes, de 56 anos. Ele é cadeirante, teve dificuldade para sair e sofreu queimaduras em 90% do corpo. José está internado em estado grave em um hospital público.
Ao todo, 23 ônibus foram destruídos. O sindicato das empresas de ônibus calcula um prejuízo de mais de R$ 3 milhões. Os criminosos deixaram cartas nos ônibus queimados exigindo a transferência de presos e fazendo ameaças. Desde quarta, 16 suspeitos foram presos.
O governador diz que os ataques são uma retaliação às ações do estado contra os criminosos e que está reforçando o policiamento nas ruas.
“Mandei convocar todos que estavam fora de serviço para estarem em Fortaleza. Nós não vamos recuar um milímetro em relação às ações nesse sentido”, disse o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).
FONTE G1

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