Mãe de deputado vai ficar em prisão domiciliar

A ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Patos, Ilanna Motta, mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDB), já está cumprindo prisão domiciliar desde a noite dessa terça-feira (13), por determinação do desembargador federal, Lázaro Guimarães. A informação foi confirmada ao Portal Correio pelo advogado de defesa, Solon Benevides. Ilanna foi presa na sexta-feira (9), durante uma operação da Polícia Federal de combate a fraudes de R$ 11 milhões em desvio de verbas do governo federal. Na ação, a prefeita Francisca Motta, mãe de Ilanna foi afastada do cargo.


Benevides informou que a conversão da prisão preventiva em domiciliar foi decretada pela Justiça Federal depois de argumentos apresentados pela defesa. Ilanna deixou a sede do 3º Batalhão de Patos onde estava presa desde sexta.
“O desembargador atendeu ao nosso pedido e converteu a prisão. Ilanna terá algumas restrições como se ausentar da cidade e sair de casa, salvo por ordem judicial. Agora, vamos tomar medidas judiciais necessárias para a liberdade total dela”, disse o advogado, que se limitou a responder questões objetivas da prisão de Ilanna, salientando que não poderia se aprofundar no assunto por causa do segredo de Justiça do processo.
O esposo Ilanna Motta, Renê Trigueiro Caroca, prefeito de São José de Espinharas, também ganhou liberdade na terça. O Portal Correio tentou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para saber o destino o prefeito de Emas, Segundo Madruga, mas os telefonemas não foram atendidos. Além de Francisca Motta, Renê e Madruga foram afastados do cargo.
Operação
De acordo com o MPF, as investigações da ‘Operação Veiculação’ foram iniciadas pelo Ministério Público Federal no ano de 2015, a partir de informações da CGU, que em 2012 realizou fiscalizações, detectando contratação irregular de serviços de locação de veículos no Município de Patos, sendo indicado pelo relatório da Controladoria uma possível fraude licitatória e o não cumprimento do objeto pactuado, com consequente desvio de verba pública. Ao ser iniciado o procedimento investigatório criminal pelo Ministério Público, a CGU e a Polícia Federal passaram a atuar durante toda a apuração.
Segundo a PF, os investigados deverão responder pelos crimes de fraude à licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, entre outros. As fraudes envolvem mais de R$ 11 milhões em recursos aplicados em ações dos Programas de Transporte Escolar (PNATE), Fundeb, Pró-Jovem Trabalhador e Bloco de Média e Alta Complexidade (Saúde).

Correio da PB

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