‘Caso Concorde’ concluído: Cássio pode se tornar réu no STF

Está concluso ao relator o processo que envolve o senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, no propalado caso do “dinheiro voador”, também conhecido como “Caso Concorde”. A movimentação no processo aconteceu ontem, quarta-feira (17). Caso acatada a denúncia, Cunha Lima pode virar réu no Supremo Tribunal Federal.

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Foto: Cofemac

Conforme exposto na página de acompanhamento no site do Supremo, o processo está há quatro anos tramitando na Corte. A Operação Concorde, da Polícia Federal, apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral do PSDB da Paraíba em 2006.
A operação se tornou lendária em João Pessoa (PB), porque literalmente choveu dinheiro na capital paraibana. Para não ser pego em flagrante pela PF, um operador da política local teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício Concorde, o que deu nome ao caso.
O processo está nas mãos da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que, no dia 3 de dezembro de 2012, pediu providências ao juiz Sergio Moro, o mesmo que hoje conduz a Lava Jato – Moro era o juiz instrutor do caso.
“Atribuo ao Juiz Federal Sergio Fernando Moro, magistrado instrutor, os poderes previstos no referido dispositivo, para doravante praticar os atos ali previstos e ordinatórios quanto ao trâmite deste inquérito”, disse Rosa Weber (confira aqui o despacho de Rosa Weber).
No ano passado o professor universitário Charlinton Machado, que na época era presidente estadual do PT, protocolou pedido ao Ministério Público para que não deixe o caso prescrever.
“Embora haja toda a gravidade, o juiz Sérgio Moro resolveu secundarizar a atenção processual, resultado por temermos a prescrição, como acontece nos processos do PSDB, estamos agindo pedindo celeridade”, disse ele.

PB Agora

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