Campinense é Bi-campeão Paraibano 2016


Num jogo marcado por quatro expulsões, duas de cada lado, o Campinense conquistou o título do Campeonato Paraibano. Mesmo perdendo o jogo da noite desta quarta-feira (15) por 1 a 0, a Raposa fez valer o regulamento e assegurou o bicampeonato.

O único gol do confronto foi marcado por Danielzinho aos 18 minutos do primeiro tempo. No jogo de ida, o rubro-negro havia vencido por 3 a 2.
A Raposa perde a invencibilidade de 21 jogos em seus domínios, em partidas do Estadual, mas no fim das contas o que importa mesmo é a taça conquista no estádio Amigão.
Na etapa final, o árbitro Pablo Alves acabou expulsando os jogadores Marcelo Xavier e Danielzinho, do Botafogo, e Fernando Pires e Danilo, do Campinense. Diá também recebeu cartão vermelho depois de uma confusão generalizada.

O JOGO
Com cinco minutos de bola rolando, o Belo leva perigo ao ataque da Raposa. Pedro Castro bate forte e obriga Glédson a se esforçar e fazer uma grande defesa.
Os visitantes, entretanto, não se intimidaram e abriram o placar aos 18 minutos. Danielzinho foi o autor do gol. Ele aproveitou o cruzamento feito na medida por Jefferson Recife.
A Raposa respondeu aos 33 minutos. Raul conseguiu se livrar da marcação de Djavan, passou a bola para Adalgiso Pitbull, mas ele desperdiçou, frente a frente com o goleiro.
Segundo tempo
O técnico Diá optou por não fazer alterações no Campinense. Já Itamar Schulle fez duas modificações na equipe na volta do segundo tempo. Magno Alves entrou no lugar de Val e Pedro Castro saiu e entrou Ângelo.
Róger Gaúcho, aos 13 minutos, tentou sair em contra-ataque, mas o árbitro vê falta na jogada.
Quando havia se passado 16 minutos, Diá tirou Filipe Ramon e colocou Chapinha.
Precisando da vitória, o time da Capital foi ao ataque aos 19. Muller Fernandes recebeu a bola, tentou o chute, mas Glédson apareceu para afastar o perigo.Os rubro-negros assustam a defesa do Belo.
Aos 21 minutos Chapinha, que havia entrado minutos antes, cruzou para Raul. Ele chutou em direção à meta, mas Marcelo Xavier faz a interceptação e manda a bola para escanteio.
O Belo, por fim, aposta suas esperanças no veterano atacante Warley. O atleta tem sido decisivo nas partidas e é a aposta de Schulle para o confronto. Ele entrou aos 26 no lugar de Muller Fernandes.
Confusão - Aos 27 minutos, uma 'colisão' entre o técnico Diá e o lateral Ângelo acaba causando uma grande confusão na partida. A polícia precisou entrar em campo para intervir na situação. O árbitro Pablo Alves acabou expulsando os jogadores Marcelo Xavier e Danielzinho, do Botafogo, e Fernando Pires e Danilo, do Campinense. Diá também foi expulso pela arbitragem.
Ainda em vantagem, o rubro-negro faz a segunda alteração no setor de ataque. Reginaldo Júnior entrou no lugar de Raul.
Aos 54 minutos o jogo foi encerrado e o time da casa conquista o bicampeonato da competição.

Ficha técnica
Campinense
Glédson, Fernando Pires, Joécio, Tiago Sala, Danilo; Negretti, Magno, Filipe Ramon (Chapinha), Róger Gaúcho (Sobral), Adalgiso Pitbull e Raul (Reginaldo Júnior).
Técnico: Francisco Diá.
Botafogo
Michel Alves, João Paulo, Plínio, Marcelo Xavier, Jefferson Recife, Djavan, Val (Magno Alves), Pedro Castro (Ângelo), Marcinho, Danielzinho e Muller Fernandes.
Técnico: Itamar Schulle
Árbitro: Pablo Alves
Assistentes: Luis Felipe e Griselildo Sousa.
HISTÓRIA DO CAMPENATO
Todos os campeões
1917 - Colégio Pio X (1)
1918 - Cabo Branco
1919 - Palmeiras
1920 - Cabo Branco
1921 - Palmeiras
1922 - Não houve (2)
1923 - América
1924 - Cabo Branco
1925 - América
1926 - Cabo Branco
1927 - Cabo Branco
1928 - Palmeiras
1929 - Cabo Branco
1930 - Não houve (3)
1931 - Cabo Branco
1932 - Cabo Branco
1933 - Palmeiras
1934 - Cabo Branco
1935 - Palmeiras
1936 - Botafogo
1937 - Botafogo
1938 - Botafogo
1939 - Auto Esporte
1940 - Treze
1941 - Treze
1942 - Astréa
1943 - Astréa
1944- Botafogo
1945 - Botafogo
1946 - Felipéia
1947 - Botafogo
1948 - Botafogo
1949 - Botafogo
1950 - Treze
1951 - Não houve
1952 - Red Cross
1953 - Botafogo
1954 - Botafogo
1955 - Botafogo
1956 - Auto Esporte
1957 - Botafogo
1958 - Auto Esporte
1959 - Estrela do Mar
1960 - Campinense
1961 - Campinense
1962 - Campinense
1963 - Campinense
1964 - Campinense
1965 - Campinense
1966 - Treze
1967 - Campinense
1968 - Botafogo
1969 - Botafogo
1970 - Botafogo
1971 - Campinense
1972 - Campinense
1973 - Campinense
1974 - Campinense
1975 - Botafogo e Treze (4)
1976 - Botafogo
1977 - Botafogo
1978 - Botafogo
1979 - Campinense
1980 - Campinense
1981 - Treze
1982 - Treze
1983 - Treze
1984 - Botafogo
1985 - Não foi decidido (5)
1986 - Botafogo
1987 - Auto Esporte
1988 - Botafogo
1989 - Treze
1990 - Auto Esporte
1991 - Campinense
1992 - Auto Esporte
1993 - Campinense
1994 - Sousa
1995 - Santa Cruz
1996 - Santa Cruz
1997 - Confiança
1998 - Botafogo
1999 - Botafogo
2000 - Treze
2001 - Treze
2002 - Atlético de Cajazeiras (6)
2003 - Botafogo
2004 - Campinense
2005 - Treze
2006 - Treze
2007 - Nacional de Patos
2008 - Campinense
2009 - Sousa
2010 - Treze
2011 - Treze
2012 - Campinense
2013 - Botafogo
2014 - Botafogo
2015 - Campinense
2016 - Campinense
Observações
(1) Alguns historiadores consideram o início do Campeonato Paraibano em 1908, com o primeiro torneio de clubes registrado. O título ficou com o Parahyba Foot-Ball Club. Nos registros da FPF, no entanto, o primeiro campeão é o Colégio Pio X, em 1917. E a primeira organização a promover o certame foi a Liga Desportiva Parahybana, em 1919.
(2) O Pytaguaras venceu o Torneio Início de 1922 e é considerado por alguns historiadores como o campeão daquele ano. O fato é que o Campeonato Paraibano acabou cancelado pela Liga Desportiva Parahybana.
(3) Não houve campeonato por causa da Revolução de 1930.
(4) O campeonato de 1975 apresenta a maior polêmica da história. Botafogo e Treze ganharam um turno cada e acabaram reconhecidos pela FPF como campeões daquele ano, já que não houve datas disponíveis para a decisão. O Campinense ganhou os pontos de uma partida contra o Nacional de Patos no STJD e, assim, superaria o Treze. O fato é que a FPF jamais reconheceu tal decisão.
(5) O campeonato não foi decidido por falta de datas.
(6) Vice-campeão paraibano, o Botafogo acusou o Atlético de Cajazeiras de ter escalado irregularmente o goleiro Alonso. O Belo recorreu ao TJD-PB, que confirmou a perda de pontos do time sertanejo. A Federação, no entanto, desconsiderou a decisão. Justamente por isso, o Botafogo considera um título a mais em relação à lista da FPF - 29 a 28.

cofemac

Compartilhe esta noticia:

Postar um comentário

 
Copyright © UIRAÚNA EM FOCO. Designed by Rafael Matias