Professores deflagram greve, e Procuradoria questionará na Justiça sousense


Na manhã desta segunda-feira (14), alguns professores sindicalizados realizaram pelas Ruas de Sousa, manifesto e deflagração de greve na rede municipal de ensino.

A categoria exige que o prefeito, André Gadelha (PMDB), conceda o aumento de R$ 11,36% de reajuste salarial, conforme o piso nacional a professores com carga horaria de 30 horas semanais.

Em reunião recente com os representantes dos professores, o prefeito, André disse que hoje tem professor que ganha acima de R$ 5 mil, com os reajustes concedidos no ano passado, e mesmo com a toda a inflação, o professor continua ganhando acima do piso nacional, e que com o repassasse federal, o aumento só poderia ser de 2% neste momento, haja vista a crise do governo federal atravessa que não repassa os recursos suficientes.

A categoria dos professores não aceitou a proposta ofertada pelo Prefeito. Na manhã desta segunda-feira (14), inicio do ano letivo, houve uma mobilização para deflagrar a greve.

Assessoria da Prefeitura foi comunicada do assunto, que não haveria mais negociação com o Sindicato acusado de fazer politicagem, e a procuradoria está ingressando na tarde de hoje com Ação junto a Justiça.

O procurador, Dr. Hélio Filho disse que vai questionar na justiça a legalidade da greve, entendendo que a mobilização é ilegal, haja vista que a reivindicação é no sentido do piso salarial que a categoria acredita não estar sendo pago.

- A prefeitura vem sim pagando o piso salarial de maneira proporcional aqueles que elaboram 40h/aulas. A lei determina que aquelas pessoas que têm 40h/aulas semanais, elas devem receber o valor de R% 2.135,00 e que o município vem pagando o valor de 30h/aulas semanais o valor de R$ 1.601,00, tanto é verdade que os professores que entraram no serviço público em 2014 já vêm recebendo essa remuneração do piso, explicou o procurador.

Dr. Hélio Filho também disse que o que não pode ser feito é pagar um valor a mais para quem trabalha menos.

- Vamos mostrar o Juiz que o valor pago é o valor proporcional, completou.

Os professores não abrem mão do reajuste de 11,36% estabelecido pelo governo federal. O município de Sousa alega que o repasse não é suficiente para aplicar o aumento estabelecido, e ofereceu inicialmente 2%. 

A negociação avançava com o sindicato até que semana passada, houve um boicote na semana de planeamento, o que a prefeitura entendeu o corte de relacionamento para a negociação. O caso agora vai ser debatido junto à justiça sousense.

Redação
@folhadosertao 

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