Operação Andaime: gestores participavam das fraudes, diz procurador

“Na verdade, enfim, alcançamos os gestores públicos, que participavam ativamente das fraudes”. Foi com essa frase que o Procurador Federal Thiago Misael resumiu a terceira fase da operação andaime, em entrevista coletiva concedida a imprensa cajazeirense, no final da manhã desta quinta-feira (18), na sede do Ministério Público em Cajazeiras, ao lado do promotor/coordenador do GAECO – Otávio Paulo Neto, responsável, ao lado de um grupo de promotores de justiça, pela força tarefa desencadeada em cidades do alto sertão, que resultou nas prisões de 06 pessoas, entre elas a prefeita de Monte Horebe, Cláudia Dias, de um total de sete mandados de prisões preventivas decretados pela justiça estadual, já que Eloízio Dias Guarita, irmão do ex-prefeito de Monte Horebe, Erivan Guarita, conseguiu foragir da ação.
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O coordenador do GAECO, Otávio Paulo Neto, explicou os pedidos judiciais dessa terceira fase, foram feitos ainda em dezembro e que os mandados foram liberados na quinta-feira após o carnaval, mas só foram cumpridos nesta quinta-feira, após uma coordenada ação que envolveu as polícias federal e estadual, além de técnicos da CGU.
A novidade, segundo o coordenador do GAECO é que foram encontradas provas contra os gestores – “estamos fazendo um esforço para digerir todos os elementos de provas”, justificou, ao argumentar porque ainda não agiram em outros municípios.
O procurador Thiago Misael foi claro ao afirmar que existem dezenas de outras investigações em curso e foi taxativo ao esclarecer que é uma falsa impressão, uma versão ingênua do administrador, justificar que a obra está concluída – “Concluída como? questionou o Procurador Federal, arrematando “que o fato da obra está concluída, não quer dizer exatamente nada”.
Foram presos nesta terceira fase da operação andaime, a prefeita de Monte Horebe, Cláudia Dias, seu esposo Fábio Barreto, o ex-secretário do município Erivaldo Jacó, Francisco Moreira Gonçalves (Didi das Licitações), o construtor Francisco Antônio de Sousa (Antônio Popô), além da decretação da prisão de Marinho, que já se encontrava preso, por força de outro mandado de prisão.

PB Agora

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