Jovem natural da cidade de Cachoeira dos Índios cria 'novo WhatsApp' que já tem 100 mil usuários no mundo



Felipe Jonas, de 23 anos e morador do município de Cachoeira dos Índios, no Sertão paraibano, a 507 km de João Pessoa. Esse é o paraibano que desenvolveu o Zap, um aplicativo tido como um ‘novo WhatsApp’, mas que, segundo ele, oferece mais segurança, tem mensagens que se destroem de acordo com a opção do usuário e traz bloqueio para evitar prints sem autorização do emissor. O aplicativo é gratuito, foi baixado por cerca de 100 mil pessoas e está disponível para Android na Play Store.

O paraibano não tem formação em cursos de computação ou de tecnologias e possui uma empresa de provedor de internet na cidade. Segundo Felipe, a ideia da construção do aplicativo surgiu pela curiosidade de criar novas ferramentas e para facilitar a comunicação entre amigos, mas cresceu a ponto de contar com usuários em todo o mundo.

“Nunca estudei curso de computação ou tecnologias. Aprendi tudo com bastante curiosidade, pesquisa e na raça. Busquei algo que fosse interessante e consegui criá-lo, através da plataforma do Telegram (aplicativo de mensagens para smartphones), que é disponibilizada livremente na internet. De início, era para conversas com os amigos da cidade, mas consegui estruturá-lo e disponibilizá-lo para download em fevereiro de 2015. Registramos cerca de 100 mil downloads em quase um ano e temos usuários do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Japão e outros países”, contou Felipe Jonas.

Para começar a utilizar o aplicativo, que é disponibilizado em oito idiomas diferentes, o usuário deve baixá-lo e executar a instalação. Após esses dois primeiros passos, será solicitado que o usuário informe o número de telefone. Depois disso, a operadora de celular do aparelho enviará um código com cinco dígitos para que o usuário o utilize no Zap, finalizando o processo de cadastro.

Segurança

O Zap só pode ser utilizado por duas pessoas que o tenham baixado no celular ou smartphone ou por usuários que possuam o Telegram. É na utilização do aplicativo, segundo Felipe, que os usuários percebem as vantagens do Zap com relação aos outros mensageiros.

“Muitos usuários estão gostando pelo fato de poder ter até 200 pessoas em um grupo ou pela segurança do Zap. Me preocupei muito em não reter dados dos usuários em nenhum local. Outros aplicativos guardam dados, conversas e arquivos de todos os usuários em um servidor e isso pode ser que vaze, prejudicando muita gente. Nosso aplicativo não tem servidor; toda a comunicação é feita entre celulares, então dados apagados pelos usuários são excluídos sem volta”, contou Felipe.

O aplicativo também se diferencia pela possibilidade do usuário poder estabelecer o tempo permitido para que fotos, vídeos, textos, áudios e outros documentos permaneçam disponíveis na conversa com alguém através da opção de autodestruição de arquivos.

“Eu coloquei a opção de autodestruição para manter a privacidade das conversas e evitar os famosos vazamentos de dados e fotos íntimas. O usuário pode programar por quanto tempo quer que a conversa ou arquivo permaneça disponível. Se ele optar por, digamos, cinco minutos, após esse tempo, todos os arquivos da conversa do celular do usuário e de quem ele esteja conversando vão ser automaticamente destruídos”, disse o criador do Zap.

A outra ferramenta de segurança é o bloqueio de print. Nela, o usuário é avisado instantaneamente, caso a pessoa com quem ele esteja conversando faça um print da tela e tente manter um registro da conversa. Após isso, é dada a opção de bloquear o print, fazendo com que o registro não seja permitido e seja apagado.

Além das fotos, áudios e vídeos, o Zap também pode enviar arquivos de texto do Word, arquivos zipados. Por vez, segundo Felipe, o aplicativo pode enviar até 8 GB de dados.

Atualizações

Por enquanto, o Zap funciona apenas em celulares e smartphones que utilizam o sistema Android. Porém, a ideia de Felipe é conseguir terminar o processo de criação e testes para que o aplicativo esteja disponível em outras plataformas.

“Estou trabalhando para conseguir disponibilizar o Zap para iOS e Windows. O processo está sendo finalizado, assim como a fase de testes para que seja disponibilizado. O Zap também vai ficar disponível para acesso via web, pelo computador. Também vou expandir a capacidade de usuários nos grupos, devendo atingir uma capacidade de 400 pessoas por grupo”, contou Felipe.

Uma das barreiras enfrentadas pelo criador do Zap é a realização de chamadas por voz e vídeo. Segundo Felipe, o processo precisa de tempo para ser concretizado e existe a necessidade de investimentos que retardam, por hora, a implementação da novidade.

“Para disponibilizar a chamada por áudio, eu necessito de um servidor, que ainda não tenho, e de parcerias com empresas. Não tenho ainda uma data prevista para lançar as chamadas, mas pretendo fazer isso antes que o WhatsApp disponibilize as chamadas por vídeo”, disse Felipe Jonas.

Sonho realizado

Para Felipe, os possíveis gastos que ele irá ter com a disponibilização de chamadas não significam que o aplicativo deva se pago. A intenção é permanecer com a gratuidade e seguir desenvolvendo o Zap como uma brincadeira.

“Não quero colocar propaganda no aplicativo, não penso nisso, e nem quero que ele seja pago. Eu não esperava esses 100 mil downloads em menos de um ano, é um sonho. Eu sei que a tecnologia é difícil de acompanhar e que surgem novos aplicativos a cada dia. O Zap é melhor e menor, em termos de ocupação de espaço no celular, do que o WhatsApp. Estou bolando ideias para compensar os investimentos e vou continuar pesquisando para aprimorar as habilidades”, concluiu Felipe.

Fonte Halan Azevedo

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