ONDA DE VIOLÊNCIA - Internautas usam redes sociais para se solidarizar com vítimas da violência em Sousa



A onda de violência e insegurança na cidade de Sousa tem despertado nos sousenses um movimento de conscientização que se traduz na busca e no pedido de paz. 
 

Iniciado nas redes sociais como Facebook, os cidadãos sousenses estão modificando a foto do seu perfil, colocando a imagem da bandeira da cidade, em solidariedade as vítimas da violência, notadamente dos últimos dias onde os números chamam a atenção pelo crescimento repentino e desenfreado. Com isso esperam que as autoridades responsáveis tomem conhecimento das estatísticas alarmantes da violência que inclui assassinatos e tentativas, assaltos, roubos, furtos, dentre outros delitos que aterrorizam a população. Pela internet, sousenses tem divulgado casos de violência e protestado pedindo paz. “Vamos nos solidarizar com as vítimas da violência aqui na nossa cidade. Sousa pede paz!”, escreveu um internauta que rapidamente recebeu muitas visualizações e curtidas.

Alguns se mostravam até aborrecidos pelo fato de brasileiros estarem se solidarizando com as vítimas dos atentados em Paris, mudando as fotos de seus perfis nas redes sociais e, segundo eles, esquecendo-se das vítimas dos desastres em Minas Gerais que deixam mortos e desabrigados. Aqui mesmo na cidade houve quem criticasse também os sertanejos que se mostravam sensibilizados com as mortes na França mas esqueciam de prestar solidariedade com as vitimas da constante violência em nossa cidade e Estado.

“Vamos prestar atenção aos nossos problemas. Vamos deixar de se idiotizar porque a mídia nos manipula. Piores mazelas e horrores acontecendo no Brasil e nós manipulados pela mídia sentindo a dor alheia. Não que os franceses desmereçam mas a gente tem que olhar primeiro para dentro de casa para depois tentar consertar ou se penalizar pelas dores do mundo. O Brasil está sem governo, Sousa está em estado de guerra, várias regiões do país sofrem com todo tipo de infortúnio e nós, achamos de nos compadecer, de nos apiedar de quem está lá do outro lado do mundo. Os franceses vão resolver suas questões, nós NÃO! Virem seus olhos para nós. Voltem suas atenções para os grandes, para os enormes problemas desse país. A nossa alienação alimenta tudo isso. Se não somos culpados, somos cúmplices!!!”, escreveu indignado outro membro da rede social Facebook.

Essa discussão que não se resume apenas a nossa região e ao Brasil chamou atenção até mesmo dos executivos da companhia que vieram a público se explicar, inclusive o CEO Mark Zuckerberg: “Muitas pessoas têm questionado, com razão, por que ligamos o Safety Check por Paris mas não pelos bombardeios em Beirute e outros lugares”, escreveu o CEO. Ele justificou que até sexta-feira, 13, a ferramenta era usada apenas em desastres naturais, já que o Safety Check permite que pessoas em regiões afetadas avisem a todos os contatos, de uma só vez, que estão em segurança. “Nós acabamos de mudar isso e agora planejamos ativar o Safety Check para mais desastres humanos também”, afirmou Zuckerberg. Ele não falou sobre o filtro que muda as cores da foto do perfil que está disponível somente para as cores da bandeira francesa, algo mais delicado do que mesmo o safety check.

De certo a solidariedade deve ser dada a todos, independente de país ou região, a dor e o sofrimento das pessoas deve mesmo despertar compaixão e reflexão, porém devemos refletir em começar pelo nosso próprio povo, que está mais perto de nós e muitas vezes esse sofrimento e tristeza passa despercebido em detrimento a “modas midiáticas” de chorar junto com os mais ricos e mais favorecidos. Que possamos pedir paz, para o mundo todo, a começar pela nossa própria cidade!

Redação
@folhadosertao

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