Governo vai anunciar novo líder no Senado hoje

Na manhã desta quarta-feira (25), o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso pela Polícia Federal

Delcídio foi preso hoje cedo e levado para a Superintendência da Polícia Federal / Divulgação

Por: Agência Brasil 
O Palácio do Planalto vai anunciar hoje (25) até o fim do dia o nome do novo líder do governo no Senado para substituir o atual, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso pela Polícia Federal.O escolhido será um dos vice-líderes do governo na Casa: Hélio José (PSD-DF), Paulo Rocha (PT-PA), Wellington Fagundes (PR-MT) e Telmário Mota (PDT-RR).
Delcídio foi preso hoje cedo e levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília por tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
De manhã, os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, se reuniram para discutir a prisão do senador e o quadro político. Em seguida, Wagner se reuniu com a presidente Dilma Rousseff.
A presidente, que tinha uma agenda pública com a seleção feminina de handebol, preferiu transferir o evento para seu gabinete, sem acesso de jornalistas. De acordo com o ministro do Esporte, George Hilton, Dilma estava com um humor “maravilhoso” durante o encontro com as atletas e não fez nenhum comentário sobre a prisão do senador.
George Hilton não quis comentar a prisão de Delcídio, mas disse que a hora é de união. “O PRB está afinado e apoiando o governo. Nossa demonstração é que temos que trabalhar pelo país. O momento é de união, de unidade, de fortalecer a base para que a gente aprove as medidas de ajuste fiscal e o país volte a crescer economicamente”, afirmou.
Senadores se dizem perplexos com prisão de Delcídio do Amaral
Senadores da bacanda do PT e alguns líderes da base governista no Senado se reuniram na Liderança do partido na Casa, para discutir a situação do líder do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS) preso na manhã de hoje (25) pela Polícia Federal.
A prisão foi autorizada pelo relator do processo da Operação Lava Jato na Corte, ministro Teori Zavascki. A suspeita é de que o senador estaria obstruindo as investigações do caso. Também foi preso o banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual.
“Estamos todos perplexos. É um constrangimento generalizado”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS) que participou da reunião.
Em nota, o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), diz que foi informado, no início da manhã, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as diligências envolvendo o senador Delcídio do Amaral (PT-MS).
“O Senado Federal aguarda a remessa das informações pelo STF, segundo o que estabelece a Constituição Federal em seu Artigo 53. Posteriormente, o Senado Federal adotará as medidas que entender necessárias”, diz a nota. Renan disse ainda que vai reunir os líderes partidários e a Mesa Diretora para discutir o assunto.
Por se tratar de um senador da República, a manutenção da prisão de Delcídio terá que ser decidida em uma sessão no plenário da Casa por maioria dos membros – 41 senadores. Segundo a assessoria da Secretaria-Geral da Mesa, como se trata de um caso inédito, já que nunca um senador foi preso no exercício do mandato, o presidente da Casa terá que decidir como vai encaminhar o processo.
Após o recebimento dos autos do processo, o Senado terá 24 horas para se posicionar sobre o assunto. A exemplo do que acontece na Câmara dos Deputados, uma das possibilidades é mandar o processo para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
O senador Raldolfe Rodrigues (Rede-AP) considerou graves as acusações contra o líder do governo. “São gravíssimas. A Constituição diz que o Senado tem que se reunir para deliberar sobre esse tema. Eu defendo que o Senado, ao receber os autos, analise as provas e proceda de forma que não obstrua qualquer investigação por parte da Justiça”, defendeu.
“Nós ainda estamos perplexos vamos esperar receber mais informações para deliberar”, disse a senadora Lídice da Mata (PSB-BA).
“O Supremo tomou a decisão. Teve as suas razões que nós não conhecemos e elas vão chegar ao Senado que, tomando conhecimento, vai deliberar. O Senado vai agir com racionalidade, mas também com autonomia”, disse o senador Agripino Maia (DEM-RN).
]F: DIARIO DE SP

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