Babalorixá fala sobre trabalhos de feitiçarias deixados em portas de bancos e igreja em Sousa: "Isso não é macumba". Veja o vídeo!

Para Babá Ítalo, o que fizeram foi uma falta de respeito das pessoas que realizaram as entregas, não foram atos de bom senso

Cenas inusitadas com vários objetivos e frutas num recipiente com fitas coloridas deixaram clientes curiosos quando chegavam aos estabelecimentos bancários na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba.

Portal e TV Online Diário do Sertão, entrevistou nesta quarta-feira (04) o Babalorixá Ítalo Akueran, hoje conhecido como Babá Ítalo Akueran, de acordo com ele o que está acontecendo em Sousa é uma falta de reverência com a religião africana.

O Babalorixá chama atenção para o que aconteceu em frente as agências bancárias de Sousa: "Macumba é pejorativo para os leigos e é instrumento usado pelos  indígenas em seus louvores e suas crenças. O que foi deixado em frente aos bancos não pode ser denominado de despacho de macumba, o correto é ser denominado de ebós, macumba é uma expressão preconceituosa", afirmou.  

Para Babá Ítalo Akueran, o que fizeram foi uma falta de respeito das pessoas que realizaram as entregas, não foram atos de bom senso, ainda é antético, além de sujar a cidade não faz parte da matriz africana.

Ainda de acordo com o Babalorixá, agiram e não tiveram consciência e ética de fazerem entregas referentes as oferendas. O correto é procurar lugares distantes e que fazem parte da natureza, por exemplo, em cachoeiras, pedreiras e matas.

Babá Ítalo Akueran ainda disse que quem for pego deixando as entregas ilegais pode pagar uma multa em virtude de uma legislação: "Somos do Axé que é uma religião de candomblé que é milenar, antes da mitologia grega a gente tem a mitologia odudua," disse Ítalo Akueran.

DIÁRIO DO SERTÃO

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