Regina Sousa acusa TCU de ter escolhido presidenta Dilma Rousseff como alvo

Senadora do PT do Piauí argumenta que "pedaladas fiscais" existem há muito tempo e que rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União é ato político
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Regina Sousa argumenta que os ministros do tribunal têm "origem partidária, tiveram mandatos" e que isso não se apaga
( Publicada originalmente às 18h 52 do dia 15/10/2015) 

(Brasília-DF, 16/10/2015) A senadora Regina Sousa (PT-PI)afirmou nesta quinta-feira, 15, que o Tribunal de Contas da União (TCU) escolheu a presidenta Dilma Rousseff como “alvo”.  Ela refere-se ao parecer aprovado por unanimidade dos ministros do tribunal na semana passada reprovando as contas do governo em 2014 por prática de irregularidades, como as “pedaladas fiscais” ― “maquiagem” de números das contas públicas.
Em pronunciamento na tribuna do plenário do Senado, Regina Sousa usou o argumento de que o TCU age de forma política e que “pedaladas” existem desde “o tempo da famosa conta única no Banco do Brasil”. E questiona por que não houve julgamentos parecidos no passado, assegurando que é injustiça querer neste momento “apagar erros do passado” penalizando a presidenta Dilma Rousseff.
Prática antiga
“Quero comentar a palavra da moda: ‘pedalada’. Quero dizer que o Tribunal de Contas da União agiu politicamente, sem medo de errar, porque escolheu a presidenta Dilma como alvo, como cobaia. Por que não julgou antes? Por que só 2014? Ali, todo mundo tem origem partidária, tiveram mandatos, e as preferências partidárias não se apagam só porque se chega a uma Corte de Contas”, disse Regina Sousa.
“Esquecem o TCU e todos que se agarram a isso para derrubar a Presidenta que pedaladas existem desde o tempo da famosa conta única no Banco do Brasil. Como sindicalista que era nos anos 80 e funcionária do Banco do Brasil ― eu dava aulas, mas também era bancária ―, ouvi muitas denúncias contra o uso do BB para tudo, mesmo que a conta estivesse a descoberto. Era o famoso ‘saque a descoberto’. Essa palavra e essas denúncias existem. Quem não se lembra do Escândalo da Mandioca, dos usineiros, nos anos 80?”, relembrou.
Argumento padrão
E acrescentou: “Esses registros, recheados de escândalos, hoje esquecidos, não devem ter sido apagados. É só pesquisar. O que é injusto é querer corrigir todos os erros formais do passado agora, punindo uma presidente que não se apropriou de nada nem causou prejuízo à população. Pelo contrário, garantiu a continuidade dos programas sociais, apesar da crise”.
O pronunciamento de Regina Sousa segue o argumento padrão de petistas e aliados que defendem o governo. O de que o TCU já encontrou irregularidades antes,  mas nunca reprovou contas de nenhum governo desta maneira desde a época de Getúlio Vargas. E ainda que a decisão final é do Congresso Nacional em votação de deputados e de senadores.
(Valdeci Rodrigues, especial para Política Real. Edição de Valdeci Rodrigues)
fonte::http://www.politicareal.com.br

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