Ninguém gosta, mas Ricardo mostra a Dilma como fazer ajuste fiscal...


Ninguém gosta de imposto, principalmente quem paga por ele.

De elevação de alíquotas, então, nem se fala. Mesmo assim, 

o governo do Estado mandou para a Assembleia Legislativa 

e viu ser aprovado ontem sem qualquer discussão um 

pacote de ajuste fiscal com elevação das alíquotas de ICMS, 

ITCB e IPVA.

Por descuido, descaso ou incompetência mesmo 

(me desculpem a sinceridade) a oposição se calou. Não 

houve sequer um pio ou palavra em contrário.

Se for traçado um paralelo com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), fica evidente, 

como afirmou o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que o Brasil precisa de alguém que o 

unifique. E ninguém entenda isso como defesa minha do impeachment (não sem motivo). 

Mas é bom lembrar que ela tenta desde o início do ano ver aprovado o ajuste fiscal pensado 

pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Mas, com a popularidade em baixa ou força política, 

não consegue bancá-la.

Para piorar, tem dois ingredientes construídos aqui, na Paraíba, que faltam ao governo 

federal. Afinal, a crise que existe no contexto nacional é replicada no Estado, mas aqui foi 

construída uma base aliada forte na Assembleia. Para se ter ideia, ontem foi aprovado 

empréstimo de R$ 36,9 milhões junto ao Banco do Brasil, um mutirão fiscal com previsão 

de arrecadar R$ 50 milhões e ainda um pacote de elevação de impostos com previsão de 

incrementar a arrecadação em R$ 298 milhões.

Dilma, por outro lado, não terá facilidade para criar novos impostos e evitar novo 

rebaixamento junto a agências internacionais de avaliações de risco. Depois da mancada de 

enviar ao Congresso Nacional um orçamento com déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo agora 

busca forças para construir um superávit fiscal. Fala-se em corrigir o déficit e ainda gerar 

um acréscimo de R$ 40 bilhões. Não será fácil.

A dificuldade para que se aprove o ajuste fiscal do governo federal e a criação de impostos 

já foi dita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Primeiro, Dilma Rousseff 

vai precisar fazer economia. Cortar na carne. Até agora, nada da redução de dez ministérios 

prometida. Tem gordura e é preciso dar o exemplo. Não vale o que foi dito na Paraíba, na 

semana passada, quando Dilma disse que “já havia cortado o que podia”.

Na Paraíba, houve aperto de cinto no governo, na prefeitura de João Pessoa e na de Campina 

Grande, para não me estender às outras. Os exemplos estão aí e medidas semelhantes 

foram adotadas por todos os estados. Posso discordar da elevação de impostos na Paraíba. 

Sinceramente, acho que a gente já paga demais, mas não há como negar que aqui houve 

força política para aprová-los. Faltou mesmo foi transparência, já que não houve discussão do tema.


Blog do Sueltoni

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