Bebê achado morto no lixo em João Pessoa morreu por asfixia, diz Gemol

Exames descartam aborto e mãe ainda não foi identificada.
Segundo médico perito, agente externo impediu a respiração do bebê.

Criança já estava morta quando foi atendida pelo
Samu (Foto: Walter Paparazzo/G1)
O  bebê encontrado morto dentro de um tambor de lixo no dia 21, em João Pessoa, passou por um longo processo de asfixia. A conclusão foi apresentada pelo médico Flávio Fabres, gerente operacional da Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) na manhã desta quarta-feira (30). Os exames confirmaram que a criança nasceu viva, descartando a hipótese de aborto, segundo o delegado Reinaldo Nóbrega. A mãe da criança ainda não foi identificada.
O bebê, do sexo feminino, foi encontrado na Rua José Marquês de Souza, no bairro do José Américo, por um agente de limpeza urbana que buscava material reciclável. Segundo a polícia, a menina ainda estava com placenta e cordão umbilical quando foi encontrada. O agente pediu ajuda aos clientes de uma padaria, que acionaram o Samu e a Polícia Militar. A equipe do Samu chegou a fazer os procedimentos de emergência, mas a criança já estava morta.
A causa da morte, segundo o gerente do Gemol, foi asfixia por sufocação indireta, provocada por agente que dificultou a respiração do bebê, mas também foi constatado que houve ação externa no tórax da menina. Apesar disso, a criança não tinha nenhuma lesão externa e estava morta há mais de seis horas quando o exame foi feito, na manhã em que foi encontrada. 
Delegado Reinaldo Nóbrega investiga caso de bebê achado morto em lixo em João Pessoa (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)Delegado Reinaldo Nóbrega investiga caso
Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)
Com a exclusão da possibilidade de ter acontecido um aborto, o delegado Reinaldo diz que agora resta identificar se o que houve foi um homicídio ou infanticídio. O crime de infanticídio tem pena máxima de seis anos e o de homicídio, 30 anos.
Reinaldo tampede que a população denuncie possíveis suspeitos, já que foram feitas diligências nas maternidades da cidade e as imagens das câmeras de segurança não ajudaram na investigação. Nenhuma denúncia, mesmo anônima, foi feita até a manhã desta quarta-feira.
O delegado também revelou que, como policial, ficou comovido com o caso. "Era o sonônimo da inocência", disse sobre o bebê.
Lembre o caso
Reinaldo Nóbrega ressaltou que o testemunho do funcionário da padaria é um indício forte da linha de investigação. “Essa testemunha avistou duas jovens por cima do muro da padaria. Ele contou que uma delas chorava. Estamos em busca de imagens de câmera de segurança dos estabelecimentos próximos. A padaria não possui câmeras. Por isso contamos com o ajuda da população por meio do disque-denúncia 197. O anonimato é garantido”, completou o delegado.
fonte G1 Pb

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