Pai de jovem acusado de homicídio em Itaporanga desabafa e diz que vai provar inocência do filho...


O comerciante Adailton Miguel Nunes (foto) concedeu entrevista ao programa Depoimentos, da rádio Boa Nova FM, no começo da noite desta segunda-feira, 3, e falou sobre a acusação que pesa contra seu filho, o jovem Cosmo Leandro, de 23 anos, que está recolhido à cadeia de Itaporanga acusado de um homicídio na tarde da última quinta-feira, 30, no conjunto Chagas Soares, quando um morador local de 31 anos foi morto a tiros por um homem em uma moto.

“Vim a essa rádio para dizer a todos que meu filho é inocente e eu estou lutando para provar a inocência dele e vou conseguir porque Deus é maior”, desabafou Adailton, ao questionar o trabalho policial. Segundo ele, seu filho foi autuado sem provas, com base apenas, conforme disse, em um auto de reconhecimento: a companheira da vítima disse ter reconhecido o rapaz como autor do crime, “mas ela se enganou, e o delegado deveria ter ouvido outras testemunhas antes de mandar um inocente para a cadeia”.

Segundo ainda Adailton, seu filho trabalha em uma vidraçaria no Alto das Neves e passou todo o dia em Piancó a serviço da empresa, e “há provas suficientes de que ele estava fora de Itaporanga na hora do crime, inclusive seu patrão e colegas de trabalho podem testemunhar isso, mas, até agora, ninguém foi ouvido para mostrar a verdade”.

Desde a prisão do jovem, que é casado e pai de uma criança de 5 anos, a família vive momentos difíceis. “Desde quinta-feira que eu não como nem durmo, pensando nessa grande injustiça que fizeram com meu filho: um rapaz que passou o dia todo trabalhando, e, quando chegou do trabalho, o descanso que recebeu foi a cadeia”, lamentou Adailton, ao lembrar emocionado que sua neta também está sentido muita falta do pai: “ela procura direto por ele e também está sem comer pela ausência do pai, mas a gente não contou que ele está preso para não deixar a criança ainda mais perturbada”.

As suspeitas contra Leandro e seu irmão gêmeo Leonardo começaram instantes depois do assassinato, quando, comentários de rua que foram reproduzidos no WhatsApp apontaram que um deles teria sido o autor do delito, mas uma confusão dos nomes terminou levando os dois à delegacia e um deles terminou autuado.

“Quando soube desses comentários, peguei meu filho Leonardo e levei para a delegacia para esclarecer, mas, já nas proximidades de lá, fomos cercados por vários policiais armados, que pegaram meu filho que estava comigo e eu acompanhei até a delegacia, mas a mulher disse que não era ele”, comentou. Mas, conforme ainda Adailton, seu outro filho, Cosmo Leandro, quando chegou de Piancó e soube que o pai e o irmão estavam na delegacia e que ele também havia sido citado, foi até lá e terminou preso. “A mulher nem viu ele direito, fez o reconhecimento por uma tela, e culpou meu filho por um crime que todo mundo no conjunto sabe que não foi ele, meu filho nem, se quer, conhecia o companheiro dela, mas a verdade vai aparecer e”, disse o pai. O Dr. Raminho é o advogado que está defendendo o jovem preso e também está convicto de que não foi ele o autor do crime.

F: DIAMANTE OLINE

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