Quatro açudes sangram, mas 60% dos mananciais da Paraíba estão secando



Açude Suspiro transbordou
As últimas chuvas deixaram quatro mananciais da Paraíba sangrando. Esses açudes estão em municípios do localizados entre as regiões do Brejo e Litoral, onde as ocorrências de chuvas são típicas nesse período do ano. No entanto, a situação hídrica do Estado continua preocupante. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 60% dos 124 mananciais monitorados continuam com volumes abaixo dos 20%.

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O açude que mais recentemente atingiu a capacidade máxima foi o Jangada, em Mamanguape, a 60 km de João Pessoa, no Litoral Norte. Ele pode acumular 470 mil metros cúbicos (m³) de água e sangra desde essa segunda-feira (20).

Os outros mananciais que 'sangraram' são o Suspiro, no município de Serra da Raiz, no Brejo, que tem capacidade para acumular 276,4 mil metros cúbicos e sangra desde quarta-feira (15); o Araçagi, no município do mesmo nome, localizado no Brejo, que tem capacidade para acumular 63,2 milhões m³ e sangra desde o dia 7 de julho; e o açude Olho D'água, em Mari, na Zona da Mata, com capacidade para 868,3 mil m³ e sangra desde sexta-feira (17).

Acima de 70%

Só outros oito mananciais do estado estão com capacidade acumulada acima dos 70%. A metade deles está localizada entre o Brejo e Litoral e a outra parte no Sertão.

São os açudes Lagoa do Matias, em Bananeiras, que tem capacidade para acumular 1,2 milhões de m³ e está com 74,8% da capacidade; Gramame/Mamuaba, no Conde, no Litoral Sul, com capacidade de acumular 56,9 milhões de m³ e está com 98,4% da capacidade; reservatório de Marés, em João Pessoa, com capacidade para acumular 2,1 milhões de m³ e está com 91,6%; açude São Salvador, em Sapé, na Zona da Mata, com capacidade para 12,6 milhões de m³ e está com 91,6%.

Os outro quatro açudes com reserva acima dos 70% e que estão no semiárido sertanejo são o açude Catolé I, em Manaíra, que tem capacidade para acumular 10,5 milhões de m³ e está com 72,9%; o açude Cafundó, em Serra Grande, que tem capacidade para 313,6 mil m³ e está com 87,6%; o açude Pimenta, em São José de Caiana, que tem capacidade para 255,7 mil m³ e está com 85,8%; e o açude Tavares II, no município de Tavares, que tem capacidade para 9 milhões de m³ e está com 79%.

Sem racionamento

As localidades abastecidas pelos quatro açudes que atingiram a capacidade máxima não estão entre as que sofrem com o racionamento de água, de acordo com dados da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

O destaque entre os mananciais que estão acima dos 70% é para o Lagoa de Matias, no município de Bananeiras, no Brejo. Ele, que estava quase seco, aumentou o volume para 927, 7 mil m³, ou seja, 74,8% de capacidade.

As localidades abastecidas pelo Lagoa de Matias, os municípios de Belém, Caiçara, Logradouro e os distritos de Riachão, Rua Nova, Braga e Cachoeirinha deixaram a lista de localidades que estão em racionamento.

Colapso 

As chuvas no Brejo e Litoral do estado são previsíveis para essa época do ano, conforme a Aesa. Essas precipitações, no entanto, não chegam às demais regiões do da Paraíba e a maior parte dos 223 municípios da Paraíba continua sofrendo com o nível baixo dos reservatórios.

Em pelo menos 39 localidades os açudes secaram e o abastecimento entrou em colapso. A população dessas áreas vêm sendo abastecida somente através de carros pipas.

Em outras 71 localidades, incluindo cidades e distritos, está ocorrendo racionamento de água; e em outras 35 localidades, a população está em atenção para economizar.

De acordo com a Cagepa, se não houver melhora nos níveis dos mananciais, a Companhia irá adotar um racionamento preventivo com o objetivo de evitar o colapso em mais locais do estado.

F - PORTAL CORREIO

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